Nail Art: Dexter
24 de outubro de 2014 | Arquivado em: Nail Art

Nail Art: Dexter

A série Dexter conta a história de um serial killer que trabalha na polícia, mas prefere fazer justiça com as próprias mãos quando o assunto é sobre criminosos que realmente merecem morrer e que são verdadeiramente culpados. Dexter, o personagem principal, é especialista em sangue e consegue identificar muitas coisas em uma única cena de crime “lendo” os padrões criados pelos respingos.

Como estamos chegando na Semana do Terror, resolvi fazer uma nail art que tivesse alguma relação com o tema para inspirar algumas meninas a recriá-la.

Nail Art: Dexter

Para fazer esta nail art usei esmalte branco, vermelho e um canudo. O processo é bem fácil e simples, o problema é tentar se controlar para não fazer uma verdadeira cena de crime em casa.

Primeiro você precisa pintar as unhas de branco e esperar secar. Depois, molhe o pincel no esmalte vermelho e coloque a tinta dentro do canudo, uma quantidade pequena porque fica mais fácil para limpar em volta depois. Em seguida é só soprar o canudo na unha para fazer os respingos.

Nail Art: Dexter

Acho que a parte mais trabalhosa é na hora de tirar a sujeira ao redor da unha, mas até que é bem fácil. O que vocês acharam? Se tiverem alguma sugestão para a próxima nail art é só deixar nos comentários.


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A Extraordinária Viagem do Faquir Que Ficou Preso Em Um Armário Ikea por Romain Puértolas
22 de outubro de 2014 | Arquivado em: Resenhas
A Extraordinária Viagem do Faquir Que Ficou Preso Em Um Armário Ikea

Título: A Extraordinária Viagem do Faquir Que Ficou Preso Em Um Armário Ikea
Autor: Romain Puértolas
Editora: Record
Skoob: Adicione!
Onde comprar: CULTURA | AMAZON | SUBMARINO*
Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

figura de um faquir está associada à meditação, ao treinamento e à magia. Mas, no caso de Ajatashatru Ahvaka Singh, é mais provável que o público se depare com truques e trapaças. A última de suas artimanhas foi convencer sua aldeia a pagar por uma viagem a França para adquirir a Camadepregösa, um modelo de cama de pregos vendida pela Ikea. Só que ele não contava em ficar preso dentro de um dos armários da loja. Nem que o móvel seria despachado para outro país. Assim, o faquir e seu turbante partem para uma aventura, ainda que involuntária, pelo mundo, fazendo uma horda de inimigos, alguns amigos e aprontando muitas confusões pelo caminho.

Não é todo dia que vemos um livro com um título tão excêntrico, certo? A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea foi uma leitura tão fluída e agradável, que conhecer a história do faquir mais trambiqueiro do mundo me arrancou muitas risadas e forneceu momentos muito agradáveis.

Ajatashatru Ahvaka (pronuncie acha já a tua vaca) é um faquir. Quando você ouve a palavra faquir, qual a primeira imagem que vem à mente? Na minha é um indiano magro, com um turbante, meditando ou até mesmo fazendo aqueles rituais que os tornam surreais, como ficar por anos com o braço levantado ou deixar o cabelo crescer para sempre. Mas Ajatashatru é um faquir muito do trambiqueiro, que consegue enganar qualquer pessoa, principalmente seu próprio povo. Com seus truques e lábia, conseguiu convencer as pessoas de que precisava comprar uma cama de pregos novos e conseguiu dinheiro, que as pessoas de sua aldeia se motivaram a dar. Para adquirir sua mais nova cama de pregos, precisava ir até a França, onde tinha a loja Ikea, uma loja de móveis, mais próxima.

A primeira palavra que o indiano Ajatashatru Ahvaka Singh pronunciou ao chegar à França foi um termo sueco. Que absurdo!
Ikea.

Assim que saiu do avião e pegou um táxi para a loja, as aventuras do faquir começam e seu futuro incerto deslancha. O plano que havia traçado era bem simples: ir para França, pegar um táxi e pagar a corrida com uma nota falsa, pegar essa mesma nota falsa e comprar a cama. Simples, certo? Bem, daria dado tudo certo se o taxista não tivesse reparado que faltava dinheiro e fosse atrás dele e se o faquir não tivesse ficado preso num armário da loja Ikea que fosse para outro país.

As aventuras de Aja são inúmeras e ele para em lugares que você e muito menos ele conseguiriam imaginar, num período tão curto. Conhece ciganos, sudaneses fugitivos e até um possível amor, Marie. Mas acredito que eu poderia resumir muitas das peripécias, encontros e desencontros desse indiano com uma única palavra mencionada no livro: Maktub, que quer dizer já estava escrito.

A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea

Alguns acontecimentos, confesso, são quase impossíveis, mas que se encaixam de uma forma praticamente perfeita para o faquir. E tudo acontece no momento certo e quando menos espera… E foi exatamente isso que pude ver na história de Aja! Não importa como você está e o que deseja, a vida ou uma força te leva exatamente para onde você deveria estar, com quem deveria estar e essa mesma força que te molda numa pessoa melhor ou pior, tudo depende de como você absorve determinados acontecimentos.

- Hervé, este é meu amigo Ajatashatru Ahvaka. Ajatrashatru, let me introduce you to Hervé, my manager. (…)
Abaixa o bumbum panaca? – repetiu o francesão, perguntando-se que pais ignóbeis teriam dado um nome desse ao filho.

Essa é uma história contada de trás para frente. Parece ser confuso, mas quando você chegar na última página do livro, entenderá exatamente o que quero dizer. Conhecemos Aja apenas superficialmente ao longo da história, mas quando chegamos no final, entendemos como as coisas aconteceram em sua vida, como ele começou a ser um faquir e como enganou a todos. São explicações que encontramos apenas no final, mas que fazem as decisões do nosso protagonista se tornarem ainda mais nobres e louváveis.

A Extraordinária Viagem do Faquir que Ficou Preso em um Armário Ikea é uma leitura bem humorada, com um autor que soube lidar com a modernidade, guerras, as diferenças culturais e da língua; e com fatores cotidianos, como uma mulher que está em depressão por não ter um amor de verdade aos 30 anos ou estereótipos. É uma leitura que pode ser maçante para alguns, por ter um enredo fora do comum e, como disse, alguns acontecimentos que encaixam até demais, mas para outros, como para mim, pode ser uma leitura gostosa, por ter elementos que romantizam o homem e seus atos, e ao mesmo tempo por tratar das tristezas que a pobreza e a guerra podem trazer.


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Top 5: Melhores Professores da Ficção
15 de outubro de 2014 | Arquivado em: Top 5

Hoje, dia 15 de outubro, comemoramos o Dia dos Professores. Não é por essa ser minha profissão, mas acho que sem os professores nada seríamos. E para comemorar de uma forma um pouco diferente, decidi fazer um Top 5 com os melhores professores da ficção.

1- Professora Honey

Professora Honey - Matilda

Matilda é, geralmente, a criança favorita de muitas pessoas, mas aturar a família que tinha – hunf! – é difícil até de pensar na forma que a tratavam. Felizmente, ela acaba encontrando a doce e amável professora Honey, que a acolheu e a amou verdadeiramente. Além de, é claro, ter acreditado não somente em Matilda, mas também nos alunos que tinha.

2- Professor John Kimble

John Kimble - Um Tira no Jardim de Infância

Ver “Um Tira no Jardim de Infância” e não achar graça nos métodos do tira disfarçado de professor é desafiador. John Kimble vive experiências inacreditáveis e ver um brutamontes dando aula para crianças tão fofinhas e da forma que as aulas eram dadas chegava a ser fofo, de alguma forma.

3- Professor John Keating

John Keating - Sociedade dos Poetas Mortos

Não se encantar com “Sociedade dos Poetas Mortos” é algo praticamente impossível. Mas ver o brilho nos olhos com que o professor John Keating transmite sua paixão pela literatura para seus alunos é algo sem igual!

4- Professor Tibúrcio

Professor Tibúrcio

“Olá classe!” era um dos jargões mais ouvidos por quem acompanhava as aparições do professor Tibúrcio em Castelo Ra-Tim-Bum. Suas experiências e explicações eram tão legais, que era uma das melhores partes do programa para mim.

Professor Albus Percival Wulfric Brian Dumbledore

Professor Dumbledore - Harry Potter

Dumbledore foi uma das pessoas que mais ensinou e acreditou em seus alunos de Hogwarts, especialmente em Harry. Ele é, sem dúvidas, a personificação da bondade e pureza. Um professor e personagem eterno para muitas pessoas!


Quais professores estariam no Top 5 de vocês? Responda nos comentários!


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Semana do Terror – Apresentação
13 de outubro de 2014 | Arquivado em: Vídeos

Semana do Terror

Do dia 27 até 31 de outubro vai acontecer, aqui no blog, a Semana do Terror. E para falar do que vocês gostam, fiz este vídeo apresentando este pequeno projeto para que possam dar sugestões do que querem ver por aqui durante 5 dias seguidos. Confira e deixe suas sugestões:


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Os Instrumentos Mortais pode virar série de TV
12 de outubro de 2014 | Arquivado em: Novidades

Os Instrumentos Mortais

Em setembro do ano passado, a Constantin Filmes deu sinais bem visíveis que a continuação de Os Instrumentos Mortais estava por um triz. A empresa iria analisar os resultados do primeiro filme e reposicionaria a franquia.

Esta semana, mostrando o que já esperávamos, a Constantin Films anunciou no evento MIPCOM, em Cannes, que a adaptação de Cidade das Cinzas não terá continuação no cinema. Porém, para alegria dos fãs que esperam uma verdadeira adaptação, a série de livros terá continuidade sim, mas pela TV.

Ed Decter, que também é roteirista de Helix e The Client List, será o produtor de Mortal Instruments. Ainda não está claro se a série começará de onde o filme parou ou se começará do zero. Também não se sabe qual emissora abraçará o projeto, mas o projeto da Constantin é começar a produção em 2015.

E você, o que acha desta novidade?

FONTE


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A Vida Secreta das Abelhas por Sue Monk Kidd
11 de outubro de 2014 | Arquivado em: Resenhas
A Vida Secreta das Abelhas

Título: A Vida Secreta das Abelhas
Autor: Sue Monk Kidd
Editora: Paralela (Cia. das Letras
Skoob: Adicione!
Onde comprar: CULTURA | AMAZON | SUBMARINO*
Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Tendo como pano de fundo os anos 1960, A vida secreta das abelhas é uma história marcante sobre o poder feminino e o poder do amor. A adolescência de Lily Owens tem sido complicada. Ela não se lembra da morte da mãe, há mais de dez anos, e sua relação com o pai é mais que difícil. Em 1964, quando completa catorze anos, ela decide fugir junto com sua babá Rosaleen. Lily sai a caminho de Tiburon, a cidade que parece esconder alguma resposta sobre a vida de sua mãe. Chegando lá, ela e Rosaleen são acolhidas por três irmãs. Aos poucos, Lily descobre um mundo mágico de abelhas, mel e da Madona Negra. Com a ajuda das irmãs Boatwright — August, May e June —, Lily tenta desvendar sua história. Será que ela conseguirá enfrentar os demônios de seu passado e se tornar uma jovem independente?

Terminei de ler A Vida Secreta das Abelhas sentindo um misto de alegria, por conhecer uma história tão incrível, e de tristeza, por dar tchau para Lily e todos os outros personagens que conheci. Este é um livro diferente não apenas pela forma que foi construído, mas por andar lado a lado com a história de um país, dando destaque para a luta dos negros por seus direitos nas décadas de 60/70 e a relação que existia entre homens e mulheres, dominador e dominado.

A história é narrada em primeira pessoa e começa pelo verão de 1964, quando Lily, nossa personagem principal, completa catorze anos. Quando era mais nova, perdera a mãe e depois disso, passou a viver com o pai, T. Ray, e a ser cuidada por Rosaleen, que era também uma colhedora de pêssegos. A relação entre Lily e T. Ray não é uma das melhores e ele, como pai, não faz questão alguma de demonstrar nenhum sentimento para com a própria filha. Apesar disso, Lily, com seu coração cheio de amor e carinho, acredita que ainda assim, ele goste dela, pelo menos um pouco.

Logo na primeira página, a protagonista declara que sua vida passa a girar em uma nova órbita e, acredite, é numa nova órbita mesmo! Tudo começa a mudar no dia que Rosaleen descobre que os negros poderiam votar, o início das conquistas por seus direitos civis estava começando, e decide registrar seu nome. Lily resolve acompanhá-la, mas quando passam por três homens que as provocam, principalmente com frases racistas sobre Rosaleen, a coisa não fica nada boa e vão parar na delegacia. Chegando lá, Lily é liberada e T. Ray vai buscá-la. Ele, que já não estava num bom humor por ter que ir à delegacia buscar a filha, a maltrata ainda mais. Por isso, chegando ao seu limite, Lily resolve fugir de casa, mas antes, queria buscar Rosaleen.

Eu nunca tinha tido um momento de verdadeira religiosidade, nunca tinha ouvido uma voz dentro de mim, que não a minha falando com tanta sinceridade que as palavras brilhavam nas árvores e nas nuvens, mas tive aquele momento exatamente ali, no meu próprio quarto. Ouvi uma voz dizer, Lily Melissa Owens, seu vidro está aberto.

O destino de Lily para fugir foi baseado nos objetos que ainda tinha da mãe dentro de uma lata, mais especificamente numa imagem de uma Maria negra, onde estava escrito o nome de uma cidade: Tiburon, C. S. O maior objetivo de sua fuga é tirar um peso de suas costas e descobrir seu lugar no mundo. Com a companhia de Rosaleen, ambas vão rumo à cidade pegando carona e acabam conhecendo August, May e June, três irmãs que as acolhem.

Como disse no início, os personagens são incríveis e cada um tem sua própria busca e luta. Lily é uma menina que está em busca de si mesma e de quem realmente foi sua mãe, como e porquê foi embora de sua vida tão rápido. Ela é sonhadora e deseja ser professora de inglês e escritora, mas como na época o apoio dos homens para que as mulheres tivessem seus lugares ao Sol eram mínimos, seu próprio pai minava suas esperanças. Rosaleen também é uma personagem que busca seu lugar ao Sol, mas de uma forma diferente. Ela deseja ter os mesmos direitos dos brancos, entretanto a guerra entre brancos e negros era tão grande que até mesmo ser uma simples hóspede em um hotel era praticamente impossível. As irmãs Boatwright são encantadoras e tão boas, que queria também estar com elas na casa com a cor mais chamativa do universo. August é criadora de abelhas, uma mulher forte e determinada. Ela sempre tem uma frase inteligente e um conselho verdadeiro para dar. May é um ser especial, apesar de não saber lidar com algumas notícias tristes. É tão bondosa que lida com a dor dos outros como se fosse a dela. June é o contrário das outras duas irmãs. É um pouco mal humorada e algumas coisas que passou não a permite abrir seu coração tão facilmente.

A Vida Secreta das Abelhas

Com a ajuda de alguns livros sobre abelhas, a autora coloca passagens e explicações a cada início de capítulo sobre como elas se comportam em sociedade, como vivem e algumas curiosidades que não fazemos ideia. Se observarmos, através da história de A Vida Secreta das Abelhas como as abelhas interagem e tudo o que fazem, podemos tirar muitas lições para nossa vida prática.

Esse não é um livro que conta apenas a história de alguns personagens, vai muito além contando a história de suas lutas sociais e pessoais. Apesar de tratar de assuntos mais sérios, é uma leitura leve, mas não tão profunda, que mostra que o que é diferente também é bom e misturar algumas culturas também faz bem. Se você quer conhecer um pouco mais sobre as lutas dos negros e o que eles poderiam ter passado, ao menos na América do Norte, esse é o livro certo. Mas se você não está tão interessado assim nos acontecimentos reais, vale a pena pelo simples fato de ser uma história encantadora que mostra que correr atrás do próprio passado e de um provável futuro é a coisa mais certa a se fazer.

“Não existe nada perfeito”, August falou na porta. “Essa é a vida.”


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