Entrevista Archives - Pronome Interrogativo • Blog e Canal •
fevereiro 06, 2016 Falando de Entrevista

Entevista: Josh Malerman, autor de Caixa de Pássaros


Durante a Bienal 2015, que aconteceu aqui no Rio, entrevistamos o autor de Caixa de Pássaros’, Josh Malerman. Além de ser um escritor de mão cheia, deu dicas para quem quer começar a escrever, falou sobre sua carreira, como foi o contato com os fãs e ter viajado para outro país.

Você pode conferir a primeira parte do vídeo aqui, no Connect Qu4tro. Além disso, tem um sorteio muito legal de um exemplar de Caixa de Pássaros autografado.

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janeiro 14, 2016 Falando de Entrevista

Entrevista: Eric Novello – Parte 1


Durante a Bienal do Rio de Janeiro, entrevistamos Eric Novello, o autor de “Exorcismos, amores e uma dose de blues”. Na entrevista, que tem duas partes, e a segunda parte você pode conferir aqui, o autor falou sobre sociedade, desconstrução social, como é ser um tradutor, como foi parar na profissão que exerce atualmente e seu novo livro.

Exorcismos, amores e uma dose de blues é uma urban fiction que mistura elementos sociais, sobrenatural e, como o próprio título diz, uma dose de blues. Com um personagem central bissexual, que está em busca de sua redenção pelo conselho do qual foi demitido e busca, além de investigar seres sobrenaturais, exorcizar o próprio passado.

Se você gostar da entrevista, tem sorteio do livro autografado acontecendo. É só clicar aqui e participar!

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novembro 28, 2015 Falando de Entrevista

Entrevista: Anna Todd – Parte 1


AH! Finalmente saiu um vídeo que estava super ansiosa para saber o que vocês iam achar. A entrevista com a Anna Todd, autora da série After, foi tão gostosa de ser feita, tão leve e ela é uma pessoa tão sensacional, que fiquei com vontade de levá-la na minha mochila. Mas, como não deu para trazer Anna na mochila, ficou essa lembrança linda. Para vocês assistirem a segunda parte da entrevista, que está lá no canal do ConnectQu4tro, é só clicar aqui.

Conseguimos falar sobre o universo e as possibilidades que o Wattpad tem e dá, como algumas pessoas podem ter preconceito quando um livro é feito online ou se é uma fanfiction e falamos também sobre o filme, possibilidades de fãs serem a Tessa ou participar do filme, se os meninos do One Direction sabem sobre o livro e tudo o mais.

E como não queríamos deixar de dar um presente para vocês, vamos sortear um exemplar de After – Depois da Esperança autografado. Então, para você participar, é só clicar aqui para acessar o formulário.

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maio 31, 2013 Falando de Entrevista

Entrevista com Gail Carriger, autora de ‘Alma?’



É um objetivo que tenho trazer entrevistas para o blog de autores cujos livros eu amei. Mas nem sempre, seja nacional ou internacional, o autor tem tempo hábil para se dedicar às perguntas como queria e isso é algo completamente compreensível. Porém, a queridíssima Gail Carriger, autora da série Protetorado da Sombrinha, lançada aqui no Brasil pela editora Valentina, respondeu algumas perguntinhas que fiz e espero que vocês gostem!

1- Qual foi o maior motivo que a levou a se tornar uma escritora?

Uma dose saudável de loucura misturada com o descuido imprudente pela minha própria sobrevivência coberta com tendências escapistas enraizadas.
(Resposta original: A healthy dose of insanity mixed with a reckless disregard for my own survival topped with ingrained escapist tendencies.)

2 – Vemos em Alexia Tarabotti uma mulher muito pragmática e independente. Por que ela age dessa forma?

O maior efeito colateral de ser sem alma é o pragmatismo. Isso torna Alexia ao mesmo tempo típica e fantasticamente atípica para uma mulher da era vitoriana. Os aspectos atípicos vêm do fato de que, por ser sem alma, ela simplesmente vê o mundo de outro jeito. Além disso, ela não tem absolutamente nenhuma habilidade criativa e muito pouca imaginação. Entretanto, por causa de seu pragmatismo ela reconhece esses defeitos em si mesma e tende a se envolver com amigos, intencionalmente ou inconscientemente, que compensam suas próprias inaptidões. Alexia não é uma daquelas heroínas que enfrenta, uma mulher contra a máquina. Ela procura por conselho, viaja acompanhada, e tem coisas feitas por um comitê, que também é um efeito colateral de sua falta de alma. Como a série continua, felizmente, isso será esclarecido assim como algumas outras consequências biológicas.
(Resposta orginal: The biggest side effect of being soulless is pragmatism. This makes Alexia both typical and wildly atypical for a female of the Victorian era. The atypical aspects come from the fact that, being soulless, she simply sees the world differently. She also has absolutely no creative skill and very little imagination. However, because of her pragmatism she recognizes these flaws in herself and tends to surround herself with friends, intentionally or subconsciously, who compensate for her own inabilities. Alexia is not one of those heroines who charges forth, one woman against the machine. She seeks out advice, travels in company, and gets things done by committee, that’s also a side effect of her lack of soul. As the series continues, hopefully, this will become clearer as will a few other biological consequences.)

3- Gail, você criou um mundo onde vampiros, lobisomens, fantasmas e humanos vivem em paz, com uma ótima relação, participando e dividindo os mesmos problemas sociais. Mas a maioria dos livros nos mostra um universo supernatural diferente. Como você conseguiu construir um universo assim?

Eu simplesmente voltei para as origens da mitologia do vampiro ocidental. Meus vampiros são uma paródia dos monstros góticos originais e, ao mesmo tempo, zombam da metamorfose moderna. Eu não penso muito sobre isso, na verdade tento não ler muitos livros de vampiros modernos, não quero ser influenciada.
(Resposta orginal: I simply went back to the roots of the western vampire mythology. My vampires are a parody of the original gothic monsters while at the same time poking fun at the modern metamorphose. I didn’t think about it very much, in fact I try not to read too many modern vampire books, I don’t want to be influenced.

4- Por trás das aventuras e investigações, podemos ver uma pitada de preconceito relacionado às características da nossa protagonista, tanto em relação a cor, quanto para a condição de solteirona para a idade. Por outro lado, você também mostrou que um vampiro em especial sofreu preconceito, quando se transformou, de sua própria família. Qual foi seu objetivo ao inserir esses elementos?

O lado vitoriano do steampunk é vital para os meus personagens e para o meu prazer de escrevê-los. Sinto um prazer imenso quando trabalho com metáforas modernas – uma grande heroína urban fantasy, um bárbaro macho alfa, um extravagante homem gay – e torná-las agradáveis em uma classe britânica de 1870 com sistema de etiquetas. De repete minha grande heroína tem uma língua mais afiada que uma faca, está preocupada em exibir seus tornozelos, e constantemente procura tanto uma função útil na sociedade e amigos que valorizam sua inteligência e perspicácia. Meu macho alfa se torna um lobisomem que vai de encontro as regras de uma educada sociedade e roupas apropriadas. Meu vampiro gay extravagante pega emprestado tanto de Oscar Wilde quanto de Pimpinela Escarlate, manipulando os fios da sociedade ao longo dos séculos, suas relações amargas e complexas, permitindo que seja mais que apenas um melhor amigo gay.
Eu realmente sinto que sem o steampunk definindo, os personagens não seriam tão completos. Eles precisariam de outros – possivelmente mais artificiais – componentes e esforços, e francamente não acho que gostaria tanto de escrevê-los. Eu amo a tensão que o mundo vitoriano dá para qualquer tipo de mentalidade moderna. Todos os meus personagens estão se esforçando para equilibrar suas verdadeiras naturezas contra as pressões da sociedade e por sua vez contra as sensibilidades modernas (informado, é claro, pelo seu criador que é definitivamente uma criatura do mundo contemporâneo). Isso me dá um conflito de cultura para brincar e nada é mais excitante para mim como escritora. Isso ajuda com as roupas de antigamente são muito mais fabulosas!

(Resposta orginal: The Victorian side of steampunk is vital to my characters and to my enjoyment of writing them. I experience gleeful delight when taking modern tropes ~ a strong urban fantasy heroine, barbaric alpha male, flamboyant gay man ~ and making them play nice within an 1870’s British class and etiquette system. Suddenly my strong heroine has to cut more with her tongue than a knife, is worried about showing her ankles, and constantly seeks both a useful role in society and friends who value her intelligence and wit. My alpha male becomes a werewolf chaffing against the rules of polite society and proper dress. My flamboyant gay vampire borrows from both Oscar Wilde and the Scarlet Pimpernel, manipulating the threads of society over centuries, his relationships bittersweet and complex, allowing him to be more than just a gay BFF.
I genuinely feel that without the steampunk setting the characters would be less whole. They would need other ~ possibly more artificial ~ components and struggles, and frankly I don’t think I would enjoy writing them as much. I love the tension a Victorian world gives any kind of modern mind set. All my characters are struggling to balance their true natures against the pressures of society and in turn against modern sensibilities (informed, of course, by their creator who is quite definitely a creature of the contemporary world). This gives me a conflict of culture to play with and nothing is more exciting to me as a writer. It helps that the clothing back then was just so much more fabulous!
)

5- Quais são seus maiores hobbies?

Eu gosto de costurar, dançar, cozinhar e comer. Todas essas coisas influenciam para os livros: Alexia é obcecada por comida e eu estou sempre descrevendo a forma como as pessoas se movem e o que elas estão vestindo.
(Resposta original: I like to sew, dance, cook, and eat. All of these things creep into the books: Alexia is obsessed with food and I’m always describing the way people move and what they are wearing.

6- Deixe uma mensagem para seus fãs do Brasi!

Espero que vocês curtam ler sobre Alexia o tanto que eu curtir escrever sobre ela!
(I hope you enjoy reading about Alexia as much as I enjoyed writing her!)

julho 29, 2012 Falando de Chico Anes // Entrevista // Interrogações // Novo Conceito

Interrogações: Entrevista com o autor Chico Anes


Estava querendo algum tempo atrás inserir entrevistas no blog e a partir de hoje as teremos. Nosso primeiro entrevistado é o autor de “O Sonho de Eva” e “Pirapato, o menino sem alma”, Chico Anes.
Antes de tudo, gostaria de agradecer a oportunidade de entrevistá-lo. Fiquei muito feliz em receber uma resposta aceitando a entrevista. Então, vamos começar?
1- Chico, em que momento da sua vida você resolveu ser escritor? Qual foi sua maior motivação?
Os livros sempre estiveram presentes em minha vida. Venho de uma família que fez questão de deixar suas crianças bem perto de obras clássicas e de enciclopédias e mais enciclopédias. Isso, sem dúvida, me deu muitas das ferramentas que uso hoje para escrever. Apesar de ter me formado em engenharia, onde a matemática predomina, nunca deixei de escrever contos e poesias… (bem, aqui peço uma licencinha… “Poesia” não é a palavra certa para aquelas linhas adolescentes, mas não há outra palavra menos abusada que ela). Minha motivação? Sem dúvida os grandes autores que li.
2- Ao conhecer um pouco mais sobre você, descobri que já possuía um livro publicado, “Pirapato, o menino sem alma”. Se compararmos com a divulgação que “O Sonho de Eva” teve, seu primeiro livro teve menos repercussão que o segundo. Você acha que isso tem algum motivo específico?
Pirapato foi um livro que eu mesmo publiquei e distribuí para os amigos. Além disso, o livro foi vendido basicamente pelo site da editora e alguns poucos outros. Apesar de eu achar a história do “menino sem alma” muito legal, eu escrevi o livro sem me preocupar com algumas técnicas que tornam um thriller mais “turbinado”. Já o Sonho de Eva foi escrito seguindo estruturas internacionalmente aceitas e usadas para a composição de thrillers. Estudei essas técnicas por um ano com um tutor internacional, o que fez com que a obra alcançasse maior divulgação. E, claro, o trabalho de uma editora da envergadura da Novo Conceito faz toda a diferença no diz respeito a repercussão de um livro.
3- Como foi o processo de criação de “O Sonho de Eva”? E o de “Pirapato, o menino sem alma”? Você acha que mudou muito seu pensamento e/ou alguma coisa em sua visão de mundo de um livro para outro?
Escrevi Pirapato como uma experiência onde usei muitos elementos de alquimia e xamanismo para compor a trama. Por exemplo, toda a caminhada de Pirapato pelo reino fictício de Cávea segue as linhas do desenho do eneagrama, e cada personagem que ele encontra representa as personalidades típicas de cada ponto do eneagrama. O eneagrama foi trazido para o Ocidente pelo místico Gurdjieff, após anos de peregrinação pelo Oriente. Ele descreve nove padrões de comportamento e seus diferentes níveis de consciência, ou seja, Pirapato, na “busca” por sua alma, alegoricamente caminha sobre uma ferramenta mística. Todos obstáculos com quais Pirapato é confrontado são na verdade exercícios xamânicos ou alquímicos que visam o crescimento pessoal e espiritual; a senda de Pirapato é em todos os seus aspectos que a constituem um caminho místico. Outro detalhe: todos os nomes dos personagens derivam de pássaros, que também tem um significado simbólico. Poderia encher tranquilamente um par de folhas com as alegorias com as quais compus o livro. Pirapato foi uma história que eu precisa escrever, meu ensaio atemporal. Depois dele vi que contar histórias é uma grande paixão. Já “O sonho de Eva” começou com minhas experiências pessoais com sonhos lúcidos. Depois de praticar e estudar as técnicas para sonhar e ficar consciente enquanto se sonha, vi que o potencial para uma história era grande; tanto pelo fato de ser fantástica a possibilidade de controlar os sonhos, quanto pelo assunto ser muito pouco explorado na literatura. Também construí a história usando alegorias mitológicas. Por exemplo: para criar Eva, usei a referência bíblica: a queda do paraíso, o trauma pessoal que a expulsou da inocência, a redenção pela aceitação de sua personalidade e de seu destino, a serpente como elemento recorrente no sonho e conselheira íntima. Adhya é uma Eva ao contrário, com as características morais opostas à formação rígida de Eva. Adhya é um nome de origem hindu que significa “primeiro poder” ou “o começo”. Protagonista e antagonista como lados contrários de uma mesma mitologia. Usar alegorias mitológicas e conhecimentos alquímicos é uma coisa que eu adoro fazer quando estou construindo um livro, ou mesmo apenas um conto.
4- Lendo “O Sonho de Eva” podemos ver diversos elementos relacionados à teorias da conspiração. Você realmente acredita nessas teorias? Se sim, qual a mais evidente para você?
Acredito em algumas sim. O ato de conspirar, tramar, maquinar, está presente em vários momentos da história da humanidade e, guardando as proporções, na vida do homem comum também. Uma dessas combinações de teoria da conspiração e sociedade secreta que muito me impressionou pelo estrago que fez no mundo foi a influência da sociedade Vrill no Governo Alemão da Segunda Grande Guerra, uma combinação de nazismo com ocultismo com resultados que todos conhecemos.
5- Por que decidiu escrever um livro onde os sonhos lúcidos fazem parte do tema central da trama? Você acredita que possamos desenvolver esta técnica de sonhar lucidamente?
Não só acredito como pratiquei e desenvolvi a técnica. Para isso estudei as pesquisas do Dr. Stephen LaBerge, descritas no livro “Sonhos Lúcidos”. O Dr. LaBerge fez inúmeros experimentos e pesquisas sobre sonhos lúcidos para a conclusão de seu Ph.D. em Psicofisiologia na Universidade Stanford. O livro é muito bom e didático. Depois dele vários outros autores desenvolveram e apresentaram técnicas para ajudar o sonhador a ficar consciente enquanto sonha. E foi esse universo fantástico e pouco conhecido que me levou a criar uma trama envolvendo sonhos, jogos e teorias da conspiração…
6- Hoje em dia estamos vendo diversos livros que tratam de distopias. Indiretamente seu livro tem quase uma linha distópica, onde existe um grupo de pessoas querendo dominar os “mais fracos” através dos sonhos. O que você acha desta nova onda literária do momento?
Tecnologias como ferramentas de controle, governos totalitaristas e corruptos, convenções sociais rasgadas, o mundo como um lugar ruim para se viver, etc… Ondas artísticas podem refletir medos inconscientes… Será que a grande foto do panorama mundial atual não está criando em nosso inconsciente um receio externalizado em ficções distópicas?
7- Em “O Sonho de Eva”, você cita Benjamin Libet, um pesquisador sobre a relação entre os eventos neurais e a consciência, numa conversa entre Eva e Adhya, onde a própria Eva destaca que “não passamos de marionetes que têm suas cordinhas manipuladas”. Você acredita que possamos estar sendo manipulados por alguém ou alguma coisa?
Benjamin Libet foi um gênio. Seus experimentos no campo da consciência são no mínimo instigantes. A Dra. Susan Blackmore, enquanto palestrava na Universidade West of England disse: “Muitos filósofos e cientistas têm argumentado que o livre arbítrio é uma ilusão. Diferente deles, Benjamin Libet descobriu uma maneira de testá-lo.” Agora, se há alguém ou algo manipulando nosso livre arbítrio? Digo que a mecânica quântica nos levou a fazer uma revisão profunda em nosso conceito de realidade, e a cada novo degrau escalado pela ciência, nós nos surpreendemos com uma descoberta que antes parecia coisa ficção científica. No estudo da consciência precisamos subir mais alguns degraus, e em cada deles pode acreditar: vamos dizer um sonoro “UAU”!
8- Seu segundo livro possui partes em território nacional, mais especificamente em São Paulo. Por que você não utilizou Barbacena, sua cidade natal, como pano de fundo?
Para a história de Eva achei que ficaria melhor o cenário de uma grande cidade, cosmopolita, onde cultura, negócios e experiências científicas de ponta se encontrassem. Mas pode ficar tranquila que Barbacena está em meus planos como um futuro cenário… Ah, se está!
9- Ao ler uma resenha sobre seu primeiro livro e também sua biografia, vi que a Alquimia é muito presente em ambos. Você realmente acredita nesta ciência? Por quê?
A Alquimia, numa definição bastante curta, é uma prática antiga que mistura química, astrologia, magia, filosofia, etc. Eu estudo a parte da alquimia que está voltada para a personalidade, a vontade, a alma. Um dos trabalhos alquímicos é a transmutação do chumbo em ouro, e uma leitura que você pode fazer disso é: Transformar o homem com espírito de chumbo em um homem com espírito de ouro. Um livro chamado Caibalion diz: “A verdadeira transmutaçãoo hermética é uma arte mental”. É nessa alquimia que eu acredito.
10- Hoje temos visto muitas obras nacionais sendo lançadas e os leitores estão mais abertos e receptivos à elas. O que você acha disso?
Um bom momento da literatura nacional! Uma conjunção de boas histórias, editoras dispostas a investir no material nacional, e leitores cada vez mais bem informados, exigentes e inteligentes, que sabem identificar boas obras, e que tem consciência de ser um absurdo a ideia de que só estrangeiros sabem escrever boas histórias. Junta-se a isso o trabalho de blogs como este, que se dedicam a cultivar o hábito da leitura e o amor por livros; blogs que cedem um espaço importante para a divulgação dos novos autores. Um grande momento!
11- Você está trabalhando em um terceiro livro, qual é sua inspiração para desenvolvê-lo? E quando estará pronto?
Estou sim. Nesse próximo livro estou tratando dos sentidos. Meu projeto é terminar o livro até o final do ano e então passar para inevitáveis releituras e revisões.
12- Uma mensagem para seus leitores e futuros leitores:
Quero agradecer ao blog por esse espaço! O trabalho de vocês é essencial neste momento da literatura nacional. Como mensagem aos leitores posso afirmar: cada vez que pegarem um livro meu, e investirem o tempo precioso de suas vidas na leitura da história, podem ter a certeza que cada linha foi pensada e escrita com muito carinho e respeito. Tempo é algo que só se paga com tempo. Sempre buscarei utilizar o tempo na confecção da história tendo em mente o respeito pelo tempo do meu leitor. E como sempre digo, viva os leitores, pois vocês são os guias que caminham em frente à multidão, portando livros como lanternas e iluminando o corredor maravilhoso da vida. Obrigado!

Chico, mais uma vez agradeço pela oportunidade que você me deu. E depois de ler suas respostas, fiquei ainda mais curiosa em relação aos sonhos lúcidos, além de ser algo muito interessante, é possível alcançá-los.

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