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novembro 24, 2012 Falando de Deus // Editora Valentina // Resenha

Resenha: Milagres do Ágape | Carol Kent e Jennie Afman


Título: Milagres do ÁgapeAutor: Carol Kent e Jennie Afman Dimkoff Editora: ValentinaSkoob: Adicione!Compre o livro: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Milagres do Ágape é uma coletânea de histórias verídicas, e, mais do que isso, inspiradoras, edificantes e belas, que mostram, de forma simples e de coração aberto, a manifestação do amor de Deus intervindo na vida de pessoas comuns. São relatos de amor e celebração, mas também de corações partidos, sofrimento e tragédias pessoais. Todas com a marca comum do “Momento de Deus”, mostrando Seu amor, Sua mão acolhedora e Sua bênção. Os leitores vivenciarão momentos tão inesquecíveis e espetaculares que nunca mais sairão da memória.

Este, sem dúvidas, é o livro mais diferente que já resenhei aqui. Como vocês sabem, a Editora Valentina é a mais nova querida do mercado editorial e assim que ela fechou parceria com vários blogs, a maioria optou por resenhar “Meu Hamster é um Gênio”, e apesar de eu também ter ganhado este livro quando fui visitar a editora, que por sinal é uma gracinha de tão aconchegante que é, minha escolha para o livro que eu gostaria de ler e resenhar foi “Milagres do Ágape”.

“Milagres do Ágape” conta com 39 relatos verídicos que mostram o amor de Deus se manifestando em diferentes ocasiões, das mais simples às mais complexas, com diferentes pessoas de diferentes idades. Através de relatos das próprias autoras, Carol Kent e Jennie Afman, e de parentes e conhecidos, percebemos o quanto Deus é bom para seus filhos. E a cada história contada, temos um novo ensinamento.

Meu Pai, o meu Papai do céu, o único Pai que conheci na vida, quis me dar um presente muito especial e adorável só para mostrar o quanto sou amada e linda diante dos Seus olhos. Ele me ofereceu um refinado aparelho de jantar em porcelana finíssima no mesmo dia em que perdi meu emprego, porque sabia que rosas amarelas são minhas flores favoritas. Quis que eu soubesse que sou muito importante em Seu coração, e também que conhece meus desejos mais profundos.

O que mais me agradou neste livro é que ele não defende nenhuma religião específica, trata apenas do amor divino completo e incondicional, o amor ágape. Caso você acredite em Deus, ou no amor que provem Dele, ou simplesmente num ser ou força maior que te protege e conspira a seu favor, este livro é perfeito! Em alguns momentos eu quase chorei com alguns relatos pois são situações simples, mas tocantes e situações reais, as quais qualquer pessoa pode passar.

A Editora Valentina fez um trabalho lindo e minucioso ao construir esse livro. Tive oportunidade de ver a capa americana ao vivo, e comparando com a capa brasileira, a nossa editora deu um show a parte. A diagramação é linda, principalmente pela adaptação de alguns versículos ao final de cada relato, e a revisão impecável.

novembro 11, 2012 Falando de Editora Valentina // Resenha

Resenha: Meu Hamster é um Gênio | Dave Lowe


Título: Meu Hamster é um Gênio – Série Cheiroso e Ben TravessoAutor: Dave LoweEditora: ValentinaSkoob: Adicione!Compre o livro: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

As aventuras e desafios que farão de Cheiroso & Ben Travesso uma dupla inesquecível foram criadas também para ensinar que a matemática é bem mais simples do que se imagina, que aprender é a maior diversão e, principalmente, que não há nada mais importante do que ser honesto consigo mesmo e com o mundo à nossa volta.

Benjamin Travesso é um menino de nove anos que ama uma bagunça. A senhora Travesso, mãe de Ben, tem a reputação de dar castigos “esquisitos”, e por Ben ter amarrado sua irmã à cama com uma fita adesiva, ela decide guardar a TV e seus games num quartinho, mas o castigo não para por aí! Ela também decide dar um animal de estimação para que ele possa cuidar e tornar-se um pouco mais responsável. Ben rapidamente faz uma lista de possíveis bichos de estimação, mas sua mãe acaba lhe dando um hamster, mas o que ele não imaginava era que este hamster poderia falar e ser muito bom em matemática.

O hamster, ou melhor, Jasper Bumbum-Cheiroso por ser um hamster-gênio-falante acaba não ajudando Ben imediatamente, pois acabava dando as respostas das questões de matemática e não o ensinava com chegar à solução dos problemas. Mas o primeiro livro da série Cheiroso e Ben Travesso possui uma moral, assim Ben e Cheiroso acabam descobrindo qual a coisa certa a ser feita. Em meio às confusões e perigos que se metem, aprendem juntos.

Meu Hamster é um Gênio” é um ótimo livro. Não possui aquela fantasia que muitos livros infantis possuem, apesar de ter um bichinho falante, pelo contrário, os personagens paralelos, mesmo descritos superficialmente, são muito humanos. Existe um momento em que os pais de Ben acabam discutindo, além disso o senhor Travesso é um homem que adora fazer uma aposta. E é exatamente por essa mania de apostar que ele mete o filho numa grande encrenca.

O primeiro livro da Editora Valentina veio para surpreender e superar expectativas. Muito bem diagramado, com ilustrações lindas e o detalhe da mordida no cantinho do livro é um charme sem igual. Sem dúvidas consegue e conseguirá chamar atenção de diversas crianças. Além disso, é um ótimo presente de Natal para os pequeninos.

novembro 08, 2012 Falando de Editora Novo Conceito // Novo Conceito // Resenha

Resenha: Garotas de Vidro | Laurie Halse


Título: Garotas de Vidro – A verdade nem sempre é o que enxergamosAutor: Laurie Halse AndersonEditora: Novo ConceitoSkoob: Adicione!Compre o livro: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Lia e Cassie são amigas há anos, ambas congeladas em seus corpos. No entanto, em uma manhã, Lia acorda com a notícia de que Cassie está morta, e as circunstâncias de sua morte ainda são um mistério. Não bastasse isso, Cassie tentara falar com Lia momentos antes, para pedir ajuda. Lia tem de lidar com o pai, que é um renomado escritor, sua madrasta e a mãe, uma cardiologista que vive ocupada, salvando a vida dos outros. Contudo, seu maior tormento é a voz dentro de si mesma, que não a deixa se esquecer de manter o controle, continuar forte e perder mais, sempre perder mais, e pesar menos. Bem menos.

“Garotas de Vidro” é uma leitura surpreendentemente doentia. É difícil não se sentir tocado ao ler e não se comover, de diversas maneiras (raiva, tristeza, pena…), com a história que Laurie Halse nos mostra. É incrível, medonho e bizarro o quanto uma pessoa doente, que não aceita seu próprio corpo pode fazer consigo.

Conhecemos Lia, uma menina de apenas 18 anos que tem anorexia, já havia sido internada duas vezes por causa de seus “maus hábitos” e ainda enfrenta sérios problemas por causa do pacto que havia feito com sua melhor amiga Cassie nas férias de Natal do oitavo ano: ser a mais magra do colégio. Mas a última vez que se falaram foi há seis meses, seis meses antes de Cassie ser encontrada morta em um quarto de motel sozinha… e antes de morrer, ela ligou 33 vezes para Lia.

Meu nome é Lia. Minha mãe é a Chloe, meu pai é o David. E minha irmã, a Emma. E tem a Jennifer.Minha mãe consegue colocar as mãos dentro do peito aberto de estranhos e consertar seus corações quebrados, mas não sabe de que tipo de música eu gosto. Meu pai acha que tenho 11 anos. A mulher dele cumpre suas promessas. Ela me trouxe uma irmã que está me esperando para voltar para casa e brincar. Meu nome é Lia.

No começo da resenha disse que a leitura é surpreendentemente doentia, digo isso porque a autora soube construir e caracterizar a doença de Lia de uma maneira muito real. Isso foi possível através de suas pesquisas sobre o tema e entrevistas com especialistas e pessoas que tiveram este problema. Existe também o “peso ideal” para Lia, onde seu objetivo é chegar aos 40Kg, mas se chegar à este peso seu cérebro cria automaticamente um novo: 38,5Kg. Mas ela mesma admite que se chegar ao 38,5 vai querer 34 e para ela, ser vazia é sinônimo de ser forte.

A narrativa é em primeira pessoa, uma ótima escolha por sinal, e é exatamente desta forma que conhecemos os pensamentos mais obscuros da nossa protagonista. É uma contradição ambulante, ao mesmo tempo que ela quer comer, ela não quer se entupir de nojeiras e poluir seu corpo.

Além de ser um livro que trata de doenças sérias, também faz uma “crítica” à estrutura familiar e às exigências existentes. Quando Lia refere-se ao seu passado, quando seus pais eram casados, ela se apresenta como “uma garota de verdade”. A Dra. Marrigan, que é chamada ocasionalmente de mãe, sabe cuidar como ninguém de seus pacientes mas não conseguia e ainda não consegue dedicar-se 100% à filha. David está sempre ocupado com suas pesquisas, seu livro e quando ainda era casado, preocupava-se também com os relacionamentos extraconjugais.

”Garotas de Vidro” é um livro perfeito para quem procura uma história com alto teor de realidade, que quebra tabus e trata de um assunto relevante tanto para os jovens quanto para os adultos. É importante nos amarmos como somos, mas nem todo mundo tem base e apoio psicológico para enfrentar tudo o que a vida traz. “A verdade nem sempre é o que enxergamos.”

novembro 01, 2012 Falando de Dearly Departed // Editora iD // Resenha

Resenha: Dearly, Departed | Lia Habel


Título: Dearly, Departed – O Amor Nunca MorreAutor: Lia HabelEditora: iDSkoob: Adicione!Compre o livro: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…

A imaginação é um prato cheio para criar e transformar. E é com este mesmo raciocínio que ela pode trazer e inserir novas características aos seres sobrenaturais, como vampiros, bruxas, zumbis etc. Existem pessoas que não gostam desta modificação ou, até mesmo, desmistificação, mas desculpem-me desapontá-los: é inevitável! Nem todo vampiro tem sérios problemas com Sol, alguns até têm poderes duvidosos e diferentes, até as fadas, que achávamos serem seres completamente legais podem ir para o lado “negro da força”. Portanto, se você gosta de histórias de zumbis, mas gosta apenas dos zumbis “originais“, como muitas pessoas dizem, “Dearly, Departed” não é um livro feito para você. Mas se você gostou de “Sangue Quente“, sem dúvidas será um prato cheio!

Em “Dearly, Departed” conhecemos Nora Dearly, uma adolescente de apenas 17 anos, que perdeu a mãe aos 9 anos e o pai aos 16, tem uma vida social com status elevado, em relação aos padrões da sociedade em que vive, e mora com sua tia Gene. Por pertencer à elite, estuda em uma das melhores escolas para moças que existe e tem como companhia sua melhor amiga Pamela, que por ter um status inferior, sofre certo preconceito, tanto na escola quanto na sociedade. Nora vive em um mundo destruído e completamente diferente do que temos hoje, além disso, existe uma guerra constante entre duas tribos: os neovitorianos e os punks. Esta guerra é travada há muitos anos, mas Nora percebe que algo está muito estranho com o modo que os punks vêm enfrentando o exército neovitoriano, sem armas e mordendo os combatentes.

Fazia apenas 1 ano e um dia que o pai de Nora, Victor Dearly, havia morrido e neste mesmo dia, ela estava saindo da escola com Pamela para as férias do final de ano, voltando para casa. Um ano se passara, mas Nora ainda sentia saudade do pai e estava se recusando a deixar o luto. Depois de um ano enlutado, a sociedade em que vivia, lhe permitia deixar a cor preta e agora, com sua idade, sua preocupação seria o debut (palavra em inglês que significa ‘entrar na sociedade’). Tia Gene havia “superado” de uma forma tão incrível que um dia depois do luto ter acabado, iria ao baile com o objetivo de achar um novo marido, pois de certa forma, havia levado Nora à falência, mesmo sendo sua guardiã. Com o baile acontecendo, Nora ficaria sozinha em casa, pois até mesmo os empregados foram ao evento. O que ela não contava era com uma tentativa de sequestro por zumbis. Mas isso não é concretizado, porque Bram consegue evitar o pior. Seria perfeito e incrível demais ser Bram fosse uma pessoa viva, mas ele também é um zumbi.

Senhorita Dearly: estarei do lado de fora, se não quiser abrir a porta. Mas quando estiver pronta, gostaria de jogar um jogo com a senhorita. Pergunte qualquer coisa e responderei com a verdade. Se a resposta fizer com que se sinta um pouco mais segura, recompense-me destrancando uma das fechaduras. Meu objetivo é conseguir meu quarto de volta. O seu é se sentir segura o suficiente para sair daí.

Por falar nisso: por favor, pode dar corda no meu despertador?

Capitão Abraham Griswold

“Dearly, Departed” é um livro incrível. Um steampunk distópico com zumbis! Achei a trama muito bem construída e mesmo tendo vários elementos diferentes, Lia Habel soube ponderá-los, trazendo harmonia para história. Mesmo sendo narrado em primeira pessoa, a autora nos mostra a visão de cinco pontos de vista diferentes: Nora Dearly, a protagonista; Pamela, melhor amiga de Nora; Bram Griswold, o capitão do exército zumbi que salva Nora; Wolfe, capitão de Bram; e… Esperem! Este último vocês terão que descobrir ao ler o livro.

Como vocês podem perceber através da sinopse, existe sim um romance entre uma humana e um não-vivo. Mas não se iludam, “Dearly, Departed” vai muito além disso. Lia conseguiu nos apresentar personagens que se adaptam à sua realidade, verdadeiros humanos, que mudam e agem quando precisam, mas são extremamente humorados e irônicos quando possível. Bram e Nora são muito pé no chão quanto ao “problema” que existe entre eles e o mais curioso é que a autora soube conduzir a história dos dois de uma forma muito verdadeira, ambos sabendo da realidade que enfrentam. Os personagens paralelos contribuem de forma significativa para a trama ser o que é. Fiquei extremamente orgulhosa com Pamela, mesmo querendo casar-se e achar um bom marido, ela toma uma atitude diante dos momentos que tem que enfrentar.

Um ponto muito interessante, curioso até, do livro é o prólogo, porque é narrado por Bram e foi uma das partes que mais me deixou intrigada, pois no início não fazia tanto sentido, mas com o desenvolvimento da trama e tudo que ele conta faz sentido. Uma coisa que me deixou muito triste foi a falta da revisão e cuidado com erros ortográficos. Isso, sem dúvidas, deixa a desejar em relação a qualidade do livro, infelizmente.

“Dearly, Departed” é o primeiro livro de uma série. O segundo, “Dearly, Beloved”, foi lançado nos EUA, mas ainda não existe previsão de lançamento aqui no Brasil. Estou pensando seriamente em comprá-lo em Kindle Book para matar a curiosidade do que poderá acontecer.

outubro 21, 2012 Falando de Editora Intrínseca // Resenha

Resenha: Feita de Fumaça e Osso | Laini Taylor


Título: Feita de Fumaça e OssoAutor: Laini TaylorEditora: IntrínsecaSkoob: Adicione!Compre o livro: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Pelos quatro cantos da Terra, marcas de mãos negras aparecem nas portas das casas, gravadas a fogo por seres alados que surgem de uma fenda no céu.Em uma loja sombria e empoeirada, o estoque de dentes de um demônio está perigosamente baixo. E, nas tumultuadas ruas de Praga, uma jovem estudante de arte está prestes a se envolver em uma guerra de outro mundo. O nome dela é Karou. Seus cadernos de desenho são repletos de monstros que podem ou não ser reais; ela desaparece e ressurge do nada, despachada em enigmáticas missões; fala diversas línguas, nem todas humanas, e seu cabelo azul nasce exatamente dessa cor. Quem ela é de verdade?

A cada livro que lemos, é praticamente a busca da perfeição, algo que realmente nos cative, conquiste e nos arrebate verdadeiramente para dentro de suas páginas… E assim foi com “Feita de Fumaça e Osso”. Não se enganem pela sinopse confusa ou por algumas resenhas, que como vi, são um pouco repetitivas, pois este livro é repleto de enigmas e questões precisamos desvendar. “Feita de Fumaça e Osso” não fala essencialmente de um amor proibido, mas é rodeado pela descoberta e redescoberta do próprio ser e a busca por saber quem realmente é.

Num primeiro momento, conhecemos Karou, uma menina de dezessete anos, órfã, com uma enorme habilidade para desenhar, cheia de tatuagens, as quais algumas estão ali desde que nascera, pois não sabe ou se lembra quando haviam sido feitas e possui cabelo azul. Mora atualmente em Praga, mas sua vida é dividida entre o mundo dos seres humanos, onde tem uma melhor amiga para dividir seus segredos, mesmo sendo contados de uma forma que parece ser brincadeira ou mentira, Zuzana, e o Outro Lugar, o local que Karou possui sua lembrança mais remota, desde criança, onde fora criada por quimeras: Brimstone, Issi, Twiga e Yasri. Brimstone era como um chefe, ou um pai, ainda não sei bem como defini-lo. Possuia características muito parecidas com o Bafomé: braços e torso humanos, suas ancas era de um outro animal e patas com garra. Era conhecido como Mercador de Desejos, pois trocava, com diversas pessoas, todos os tipos de dentes por desejos. Karou funcionava como uma intermediária entre os humanos e Brimstone, buscava dentes em diversos lugares do mundo e foi em Paris que reparou uma marca de mão marcada a fogo na porta que era um portal para a loja onde as quimeras estavam. Ao chegar em Marrocos, numa semana agitada, cheia de tarefas que Brimstone lhe pedira, as coisas mudaram de uma forma inimaginável ao enfrentar um anjo, Akiva.

Ela não entendia muito bem, mas alguma coisa começava a tomar forma, feita de magia e vontade. Fumaça e osso.

Uma história extremamente incrível! Laini sabe como instigar e criar um mistério atrás do outro e nos fazer buscar as respostas através da leitura instigante, simples e gostosa. Para mim, a autora conseguiu criar um universo complexo, diferente do que estamos acostumados, e cheio de seres diferentes, mas não vacilou em nenhum momento: suas descrições são parciais justamente para ir mais afundo com Karou, seus personagens paralelos, como Izil, não são simples passagens, eles têm sua descrição e função, diferente de muitos autores. O que mais me surpreendeu num todo é que cada autor vê determinado ser místico de uma forma: se fizermos uma comparação entre algumas histórias que têm anjos, no geral eles são guardiões ou seres de luz criados por Deus, mas Laini criou algo que transcende a criação bíblica/divina.

Karou é o retrato do anti-herói pois não sabe sua origem, comete erros, tem desejos fúteis e foi criada por seres, de certeza forma, “do mal”. Um personagem que merece destaque é Zuzana, me identifiquei muito com ela por ser baixinha, mandona e muito bem humorada, mas além disso ela é leal, mesmo com as condições e consequências que ser amiga de Karou tem.

Cheio de ação e mistério, “Feita de Fumaça e Osso” é um YA perfeito para quem espera uma nova conotação para anjos e demônios. Aposto um gavriel que quem ler esta trama, se apaixonará.

outubro 10, 2012 Falando de Editora Intrínseca // Resenha

Resenha: Homem-Máquina | Max Barry


Título: Homem-MáquinaAutor: Max BarryEditora: IntrínsecaSkoob: Adicione!Compre o livro: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Charles Neumann é engenheiro e trabalha em um sofisticado laboratório de pesquisas. Ele não tem amigos ou qualquer tipo de habilidade social, mas ama máquinas e tecnologia. Por isso, quando perde uma das pernas em um acidente de trabalho, Charlie não encara a situação como uma tragédia, mas como uma oportunidade. Ele sempre achou que o frágil corpo humano poderia ser aperfeiçoado, e então decide colocar em prática algumas ideias. E começa a construir partes. Partes mecânicas. Partes melhores. A especialista em próteses Lola Shanks é apaixonada por membros e órgãos artificiais. Quando conhece Charlie, ela fica fascinada por ter encontrado um homem que parece capaz de produzir um corpo totalmente mecânico. Mas as outras pessoas acham que ele é um louco. Ou um produto. Ou uma arma. Em uma sátira sobre como a sociedade se tornou tão dependente da tecnologia, Homem-Máquina narra a estranha e divertida jornada de um homem em busca de aprimoramento.

Homem-Máquina, publicado pela editora Intrínseca, traz a história do engenheiro/cientista, que trabalha na empresa Futuro Melhor, Charles Neumann. Charlie é um homem completamente vidrado e aficionado por tecnologia, mas sua vida começa a mudar justamente quando acorda e não consegue localizar seu celular. Coisas que acreditamos serem simples, como escolher qual roupa vestir ou qual caminho escolher para chegar até o trabalho, para ele era algo que deveria ser pesquisado e para isso, utilizava seu celular, até o computador que possuía era algo irritante, por demorar “muito” para inicializar. Charlie se concentra para lembrar onde seu aparelho estaria, então lembra-se que, definitavamente, estaria no laboratório em que trabalhara até tarde na noite anterior. Ao chegar, procurou por todos os lados e mesmo assim não o encontrou, decidiu então começar a fazer alguns testes. Mas o que ele não contava era ver que os grampos que utilizava, os quais aparentemente eram inofensivos, poderia fazer com que ele perdesse uma perna.

O doutor Neumann é devidamente encaminhado para o hospital e recebe o melhor tratamento que poderiam lhe oferecer. Mesmo assim, fica triste por não ter muito o que fazer e por sentir-se um inútil por não ter um de seus membros. Para suprir a falta deste membro, surge Lola Shanks, especialista em prótese, e consegue a melhor perna que existia no mercado para que Charlie a utilizasse. Ao estar devidamente treinado de como utilizar seu novo membro, recebe alta, mas acaba percebendo que sua prótese pode e deveria sofrer melhorias, ou melhor, Charles Neumann poderia fazer um upgrade no membro que lhe faltava… ou até mesmo nos membros que poderiam ser aperfeiçoados.

– Você colocou um motor em uma perna?- Sim. Não. Um motor não. Vários. São necessários múltiplos motores para fazer uma articulação redundante dos dedos. – Eu estava nervoso. Não havia mostrado a perna a ninguém. Não completa. Eu havia escondido até mesmo dos meus assistentes de laboratório. – É experimental. Ainda preciso fazer muita coisa. Mas quero uma opinião. Como profissional.

A Futuro Melhor, através da amputação da perna de Charlie e seu ideal em aperfeiçoá-la e melhorá-la, acaba vendo uma oportunidade de lucrar na área da saúde. Mas ele queria apenas melhorar o membro que perdera e seu objetivo era criar uma parte melhor para si mesmo. Será que seria tão fácil e simples assim?

Homem-Máquina é um livro genial do começo ao fim. Charles Neumann, nosso protagonista, como disse anteriormente, é uma pessoa completamente conectada e não consegue se ver sem tecnologia. Acredito que a maioria de nós estamos na mesma situação: não conseguimos viver sem um dispositivo que acesse a internet, e-mails e mantenha contato com o mundo virtual, não é mesmo? Max Barry conseguiu, de maneira esplendorosa, criar um ambiente atual, onde é possível acreditar que as máquinas são e sempre serão superiores aos seres biológicos, e de certa forma achar que tudo o que foi relatado, pode, num futuro não muito distante, tornar-se real. Um dos maiores pontos positivos é que a história é em primeira pessoa e podemos saber o que se passa na cabeça do nosso protagonista o tempo inteiro, sem censura ou papas na língua.

Os personagens criados são bastante estereotipados. Barry, ao meu ver, fez uma bela crítica social através do seu eu-lírico, através de Charles Neumann. Pontos onde o capitalismo passa por cima da ética para alcançar uma vontade que irá beneficiar determinada empresa ou até mesmo em relação às pessoas que trabalham como engenheiros, as quais, em sua grande maioria, são feias e desajeitadas. Me identifiquei bastante com Cassandra Cautery, principalmente pelas frases que ela soltavam quando tinham uma conversa franca com Charlie.

“Cassandra, você é diligente, esperta, motivada e esforçada, mas precisa aprender a aceitar menos que a perfeição”

De forma geral, o que mais me chamou atenção é o quão nosso protagonista é humano, mas da forma peculiar dele. Toda a narrativa possui um pouco de humor negro e compaixão. Este último poderá ser observado através da relação entre Charlie e Lola, uma relação bem peculiar.

Caso você se identifique com os filmes “Eu, robô” e “Iron Man” e curta bastante os trejeitos de Sheldon Cooper, não tenho dúvidas, você vai amar este livro.

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