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dezembro 21, 2012 Falando de Resenhas

O Ceifeiro | Al Gomes


Título: O Ceifeiro
Autor: Al Gomes
Editora: Dracaena
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Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Acordar nos braços de um anjo seria a última coisa que Duda Vasques teria pensado quando tentou se suicidar. No entanto, foi exatamente isso que aconteceu. O anjo Ariel, que se apresenta como sendo o seu suposto Ceifeiro – após recuperar sua memória –, a leva através de uma jornada por lugares do além-vida como a Geena e o Hades. Porém, quando a alma de Duda desaparece misteriosamente antes que cheguem a Cidade dos Suicidas, Ariel terá que correr contra o tempo para encontrá-la, antes que Seth, seu general celeste, descubra que ele perdeu a conexão com aquela cuja alma ele deveria ceifar. Enquanto isso, refém de entidades sombrias que se alimentam da energia produzida por seus sonhos, a alma de Duda ameaça cruzar a frágil linha que separa os sonhos da realidade. Conseguirá ela escapar e voltar para o seu corpo físico? Ou sua consciência se perderá para sempre no Mundo dos Sonhos? Um lugar onde realidade e fantasia se misturam e nada é o que parece ser.

Acredito que, além da onda distópica, a literatura está recebendo a onda de livros com anjos, o que acho muito interessante, porque cada autor possui uma visão do que são e como são esses seres.

Em “O Ceifeiro”, conhecemos Duda Vasques, uma modelo que encanta tanto o mundo da moda quanto as pessoas que a rodeiam. Mas por causa desse universo, acaba ficando neurótica com seu peso e aparência, e o que era apenas um pensamento insistente, acaba se transformando em doença, a anorexia. Com a magreza excessiva se mostrando e seu corpo deixando de ser o ideal para modelar, Gabriel, dono da Beauty Models, agência que a contratara para ser modelo exclusiva, e também seu namorado, acaba tomando uma atitude para que Duda mude seus hábitos: a retira do casting da empresa e termina o namoro. Vendo sua vida desabar e sem ânimo para mais nada, Duda decide suicidar-se com uma overdose de remédios, mas não consegue e entra em coma. E é a partir daí que Duda passa a conhecer, literalmente, o outro lado da vida.

Duda acaba acordando, mas no plano astral onde conhece o anjo que deveria ceifá-la, Ariel. Por estar em coma, Duda não estava nem morta e nem viva, estava em estado de transição, como nosso autor define, e é dessa forma que o anjo leva nossa protagonista para fazer um “tour” por todos os lugares que ela pode ir se morrer. Como a relação entre os dois acaba se intensificando, principalmente por ser um sonho, isso atrai a atenção dos Elenois, seres das trevas que alimentam-se de sonhos. E é assim que Duda acaba sendo capturada e Ariel perde a conexão com ela.

– Vou descobrir o que aconteceu com você – disse ele. – Eu prometo – e colocou suas mãos sobre a testa de Duda. A pele dela estava fria ao seu toque, e pôde sentir que ela estava sonhando. – Estamos indo ao seu encontro, meu amor!

Anjos são encantadores, mas Duda possuía uma beleza tão descomunal que Ariel estava perdidamente apaixonado por ela. E com Duda, ao ter contato com seu anjo ceifeiro, com sua beleza e luz, não foi diferente, acaba ficando atraída por ele também.

Esse é o segundo livro que leio onde os anjos são partes ativas da trama e é curioso, senão incrível, como cada autor os constroem e a forma que utilizam e entendem a Bíblia para criar os personagens. Duda, por sua vez, não é uma pessoa que teve muito contato com a Bíblia e seu anjo ceifeiro sabe disso, por acompanhá-la durante toda sua vida, e acaba esclarecendo, através da visão e opinião do autor, aquilo que ela não conhecia.

Como disse no Quote da Semana, acredito que alguns acontecimentos poderiam ter sido mais bem desenvolvidos, com maiores detalhes, o que enriqueceria não apenas a história, mas tais acontecimentos seriam mais papalpáveis. Mas isso não tirou nem um pouco o brilho da história, que é surpreendente.

Al Gomes conseguiu criar uma trama envolvente e curiosa, que prende o leitor. Para quem gosta de livros com anjos, “O Ceifeiro” é, sem dúvidas, uma leitura obrigatória. E assim como eu e Duda, espero que se encantem com o esplendor e beleza de Ariel.

Gostaria de fazer uma observação em relação à revisão da editora Dracaena. Esse é o segundo livro que leio da editora e ambos possuem erros de revisão tristes de ver. Devo dizer que as duas obras lidas são ótimas, têm premissas maravilhosas, mas os erros acabam prejudicando tanto o autor, quanto a obra. Nós leitores valorizamos muito as obras nacionais, mas as editoras devem demonstrar ainda mais esse valor no cuidado ao produzir tais obras.

dezembro 15, 2012 Falando de Resenhas

O Hobbit | J. R. R. Tolkien


Título: O Hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
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Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Inesperadamente, Bilbo Bolseiro, um hobbit de vida confortável e tranquila no Condado recebe a visita de treze anões e Gandalf que o arrastam em uma jornada através das montanhas e das terras ermas enfretando trolls, orcs, wargs, elfos para o resgate de um tesouro muito bem guardado por Smaug, o dragão. Bilbo se vê em diversas confusões e encontra algo que mudaria não só sua vida como de toda Terra-Média.

Caso você já tenha lido algum dos livros da trilogia Senhor dos Anéis ou tenha visto algum dos filmes, sabe bem o que esperar do universo criado por Tolkien. Mas, se você ainda não conheceu a magia do Condado, vamos lá…

O Hobbit conta a história de uma aventura vivida por Bilbo Bolseiro, um hobbit que vive pacificamente em sua toca, “não uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo; tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto“. Sua vida era pacata e simples, com sua comida e seu cachimbo, o qual amava fazer anéis de fumaça, mas tudo muda quando recebe a visita do mago Gandalf, que está procurando alguém para participar de uma aventura. O pequeno Hobbit recusa seu convite, mas acaba embarcando, sem sentir, numa grande aventura. Ao ir embora, Gandalf faz uma marca na porta da toca do hobbit, o que atrai treze anões: Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dorin, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo de Carvalho, uma Companhia que tem como objetivo retomar Erabor, o lar dos anões, e reconquistar a riqueza que o dragão, que havia invadido a montanha, tinha “roubado” deles. E é assim que entramos, o leitor, os treze anões, Bilbo e Gandalf; numa grande aventura que, mais tarde, decidirá o destino de toda a Terra-Média.

Para além das montanhas nebulosas, frias,
Adentrando cavernas, calabouços perdidos
Devemos partir antes de o sol surgir,
Buscando tesouros há muito esquecidos.

Muitas pessoas acham, ou acharão, a história um pouco infantil, mas acredito que esta tenha sido a ideia de Tolkien ao escrevê-la, já que foi criada para seus filhos. Possui uma linguagem simples, leve e direta, sem floreios. Mas, acompanhada de um ritmo um pouco diferente, temos, em O Hobbit, uma interação muito grande entre o escritor e o leitor, o que, sinceramente, quando muito bem feita, torna a leitura bastante interessante, praticamente um conversa com o escritor.

Os personagens são impressionantes! Cada um possuí sua história, seus sentimentos, modos de agir e pensamentos. Tolkien provavelmente tinha o dom de criar personagens independentes entre si que acabavam contribuindo diretamente nas histórias e acontecimentos. É impossível não se divertir com as reclamações de Bilbo e, principalmente, com as tiradas e cantorias dos anões.

Essa foi a segunda vez que leio este livro, mas hoje o vejo de uma nova forma, já que o li aos 12 anos, se não me engano. Mas quando digo que vejo a história de uma nova maneira, não quer dizer que a achei ruim, pelo contrário, achei melhor que a primeira vez que li. A idade e os novos conhecimentos tem dessas coisas, não é mesmo?

O HOBBIT: FILME X LIVRO

Se você está ansioso para ver o filme, uma dica: o primeiro filme vai do capítulo um ao capítulo seis do livro.

Obviamente, como qualquer adaptação, existem acontecimentos diferentes e outros se desenvolvem de forma diferente, mas não espere um filme ruim. “O hobbit: Uma jornada inesperada” tem um ritmo parecido com o livro, acompanhado de muita ação e efeitos especiais maravilhosos. Mas, ao contrário do livro que tem uma premissa exclusivamente infantil, o filme traz muita ironia e sarcasmo.

dezembro 09, 2012 Falando de Resenhas

Steampunk – Poe | Edgard Allan Poe


Título: Steampunk Poe
Autor: Edgard Allan Poe
Editora: iD
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Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Apresenta o casamento entre o clima gótico dos contos e poemas do escritor clássico norte-americano. Edgar Allan Poe, e o chamado “Steampunk”, gênero da ficção científica e da fantasia que mescla aspectos tecnológicos do século XIX (steam = vapor), a uma certa rebelião contra a tecnologia (o punk). Embora muitos sempre tenham achado que figuras góticas e engrenagens enferujadas se destinavam a ser parceiros brilhantes, o resultado supreende tanto aos admiradores do escritor, quanto ao gênero. A obra de Poe é aprsentada em textos completos, com os contos macabros de horror e mistério intensificados pelas igualmente mórbidas ilustrações no estilo Steampunk. Prepare-se, pois você pode nunca mais encarar Poe, ou o Steampunk da mesma maneira.

Se unirmos balões, engrenagens, estilo vitoriano aos contos de Poe, o resultado será: Steampunk Poe. Esta é a primeira coletânea de Poe, que conta com 7 contos ilustrado com desenhos em estilo steampunk e a tradução de O Corvo por Fernando Pessoa e Machado de Assis.

Você sabe o que é o steampunk? É um subgênero da ficção nascido no final dos anos 80 que possui obras ambientadas num passado, onde a tecnologia e a modernidade surgiram muito anterior à história real, utilizando materiais disponíveis naquela época como computadores construídos de madeira ou locomotivas bem futuristas, como a que vimos em De Volta para o Futuro III. De uma forma simples, o steampunk é um gênero que mostra um domínio tecnológico bem a frente do tempo que vivem combinado, na maioria das vezes, com a degradação social ambientado na Era Vitoriana. Um estilo único! Como um bom exemplo de steampunk escrito recentemente, você pode conferir a mais recente obra do Scott Westerfeld, Leviatã.

Neste livro encontramos alguns dos melhores trabalhos produzidos por Poe, incluindo A Máscara da Morte Rubra e O Coração Delator, e todos eles são contados acompanhados com ilustrações steampunk incríveis. As ilustrações foram produzidas por Zdenko Basic e Manuel Sumberac e são trabalhos lindíssimos!

Essa obra prima não é igual Orgulho e Preconceito Zumbis ou O Alienista Caçador de Mutantes pelo contrário, é um livro que possui as obras de Poe na íntegra, originais, mas as ilustrações dão um novo sentido, uma nova perspectiva às histórias desse autor incrível para leitores mais contemporâneos. E, particularmente, achei perfeita essa união do maior escritor do estilo gótico com o steampunk e se existe um escritor que combina perfeitamente com este estilo, esse é Edgar Allan Poe.

Sobre os contos, falarei sobre eles, um a um, durante o Projeto Edgar Allan Poe que tem aqui no blog. Então, se você quiser conferir o que cada conto trata, fique de olho!

Steampunk Poe é um livro que conseguirá agradar fãs de Poe, obviamente; fãs do steampunk e também aficionados em graphic novel.

dezembro 01, 2012 Falando de Resenhas

A Filha da Minha Mãe e Eu | Maria Fernanda Guerreiro


Título: A Filha da Minha Mãe e Eu
Autor: Maria Fernanda Guerreiro
Editora: Novo Conceito
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Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um.

A Filha da Minha Mãe e Eu” foi o livro que mais me tocou neste ano. Na verdade, acredito que seja fácil qualquer filho se identificar com os dilemas vividos por Mariana e sua família. Me senti parte da família!

Mariana, assim que a conhecemos, faz um exame de gravidez e descobre que está realmente grávida, fica alegre e ao mesmo tempo triste porque está com medo de ser mãe pelos conflitos que teve com dona Helena no passado.

Lendo o resultado do exame, enquanto meu sorriso ganhava vida própria, o primeiro pensamento que tomou conta de mim foi “com meu filho vai ser diferente”. Esses era, no mínimo, sentimentos conflitantes e eu não podia mais ignorar isso. Eu tinha que fazer as pazes com a minha história.

Como o livro conta presente e passado, narrado em primeira pessoa, de uma forma uniforme, voltamos ao passado de Mariana quando ela tinha apenas cinco anos de idade e toda a trama discorre até sua vida adulta. A relação entre Helena, sua mãe, e Mariana não foi das melhores desde cedo. Mariana sentia-se bem menos amada que seu irmão Guga e por isso, acabava se isolando da mãe dentro do quarto e se apegou bem mais ao pai, Tito, mas esse relacionamento entre pai e filha era visto pela mãe com ciúmes, como se houvesse uma “competição” entre as duas.

Acabamos descobrindo que toda rigidez e mão firme, até demais, de Helena para criar seus filhos era uma consequência de seu passado: sua mãe traíra seu pai e pela raiva que teve, acabou atirando no amante de sua esposa e foi preso. Mas não para por aí! A mãe de Helena fugiu deixando seus filhos pequenos abandonados, com isso as crianças foram separadas umas das outras morando com famílias distintas passando por maus momentos. Consequentemente, isso influenciou o tipo de mãe que ela seria. Helena não largou seus filhos, não os abandonou, mas não sabia demonstrar de uma forma carinhosa seu amor, apesar disso, mostrava esse grandioso amor através das atitudes e na forma de proteger seus pequenos. E aí de quem mexesse com eles!

Assim como em toda família, existem problemas pequenos e fáceis de serem solucionados, às vezes grandes e complexos e com a família de Mariana não foi diferente. Conforme Mariana crescia, os problemas familiares e preocupações mudavam, assim como ela. “Eu sou sua mãe, não sua amiga!” era exatamente a frase que dona Helena dizia para a filha quando ela tentava se aproximar e contar seus problemas e medos. E foi dessa forma que Mariana teve que tentar enfrentar problemas, pessoas e dúvidas que a adolescência trazia, sozinha e às vezes, com a ajuda de seu pai.

É complicado transformar em palavras o sentimento que tive ao ler esse livro. Como disse no Quote da Semana, é um ótimo presente para dar à um adolescente para entender que independente da forma que nossos pais ajam, eles nos amam. Eu, assim como Mariana, não entendia bem algumas coisas que meus pais faziam, apesar deles terem sido completamente diferentes de Tito e Helena, mas hoje, adulta, consigo ver que tudo o que fizeram e fazem por mim demonstra todo o amor que sentem e posso garantir que não é pouco, é um amor muito grande.

Uma das características marcantes nessa obra foram as deixas que a autora deixava no final de cada capítulo para iniciar um novo. É uma história bem organizada e com todos seus acontecimentos e relatos bem conectados.

“A Filha da Minha Mãe e Eu” é um livro profundo que leva o leitor à reflexão. A autora soube criar uma história que retrata a vida familiar de uma maneira incrível e com isso soube tratar de temas como drogas, aborto, homossexualismo, sexo e muitas outras coisas. Indicaria este livro sem medo para adolescentes e psicólogos.

novembro 17, 2012 Falando de Resenhas

A Pirâmide Vermelha | Rick Riordan


Título: A Pirâmide Vermelha – As Crônicas Dos Kane – Livro 1
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
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Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Os irmãos Carter e Sadie Kane vivem separados desde a morte da mãe. Sadie é criada em Londres pelos avós, e Carter viaja o mundo com o pai, o Dr. Julius Kane, um famoso egiptologista. Levados pelo pai ao British Museum, os irmãos descobrem que os deuses do Egito estão despertando. Para piorar, Set, o deus mais cruel, tem vigiado os Kane. A fim de detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa jornada – uma busca que revelará a verdade sobre sua família e sua ligação com uma ordem secreta do tempo dos faraós.

Disse no Quote da Semana que nunca havia lido nada do Rick Riordan, e para dizer a verdade, se arrependimento matasse, eu estaria morta, com certeza! O cara é genial! Sabe misturar fantasia e mitologia de uma maneira incrível. E, sinceramente, além de ser uma ótima forma de ensinar História, é uma ótima maneira de trabalhar a interdisciplinaridade ao ensinar Literatura e História na sala de aula.

Rick nos apresenta a Julius, Sadie e Carter Kane. Eles formariam uma família completamente normal se Julius fosse apenas um arqueólogo e egiptólogo que viaja demais. Porém, Carter e Sadie, além de viverem separados um do outro, perderam a mãe quando eram muito novos e não sabiam o motivo da morte dela, apenas sabiam que os avós acusavam o pai de ser o culpado pelo ocorrido. Carter vive viajando com Julius, não tem uma vida nem um pouco normal, pois ao invés de frequentar uma escola, aprendeu com o pai, vive viajando e na maioria das vezes, fugindo das pessoas e presenciando acontecimentos estranhos. Já Sadie vive com os avós na Inglaterra, leva a vida da maneira mais normal possível, apesar dos problemas que todo adolescente passa e vê o pai apenas duas vezes no ano.

Tudo muda de uma hora para outra quando Julius vai visitar Sadie pela segunda vez naquele ano, na véspera do Natal, e resolve fazer um “passeio” com os filhos no British Museum. Tudo começa a ficar muito estranho quando o pai deles fica sozinho com a Pedra de Roseta, uma artefato egípcio, e ocorre uma explosão. Não foi uma simples explosão, ela acarreta a aparição de um ser nada humano, a libertação de cinco deuses e Julius acaba indo parar num caixão sendo, literalmente, enterrado. Agora, com o pai desaparecido, Carter e Sadie terão que enfrentar uma nova realidade, aprender sobre uma nova cultura e conhecer toda a verdade que existe por traz de sua família e origem. Infelizmente nem os próprios avós poderão protegê-los do que está por vir, apenas o tio Amós, irmão de Julius, e muitas outras “criaturas” que surgirão ao longo da história.

O autor nos apresenta uma narrativa bem diferente, é como se todo o livro fosse uma transcrição de uma gravação. Os capítulos são divididos de acordo com as aventuras, com títulos bem engraçados, e de acordo com quem está narrando as aventuras naquele momento. A gravação é tão real que existem momentos em que Sadie e Carter acabam brigando, discutindo ou repreendendo determinados comentários.

[Dê logo a droga do microfone]
Oi. Aqui é Sadie. Meu irmão é uma droga como contador de história. Peço desculpas por isso. Mas agora eu estou aqui, então tudo vai ficar bem.
Vejamos. A explosão. A Pedra de Roseta em um milhão de pedaços. O diabo de fogo. Papai dentro de um caixão. O francês apavorante e a garota árabe com uma faca. Nós dois desmaiados. Certo.

Os personagens criados são incríveis! Adorei o Khufu, mesmo não sabendo como as pessoas o entendiam com seus grunhidos, e Bastet, a deusa-gata. O humor ácido e as piadinhas que encontramos na maioria dos personagens transformam as aventuras em uma coisa ainda mais legal de ser apreciada.

A questão das tiradas engraçadas não são diferentes com Sadie e Carter. E apesar de serem tão diferentes, tanto fisicamente, quanto na forma que foram criados, acabam desenvolvendo um afeto que é espantoso até para eles por viverem tão longe. E é com Sadie e Carter que passamos a conhecer melhor a mitologia egípcia. Apesar de para Carter algumas coisas já serem familiares, por estar sempre acompanhando o pai, acaba descobrindo novos significados para coisas que achava um grande absurdo. Rick Riordan coloca nossos personagens principais em uma grandiosa aventura, mas consegue instigar o leitor a entrar na história, aprendendo e conhecendo uma nova cultura junto com os protagonistas.

O primeiro volume da série “Crônicas dos Kane” é cheio de mistério, magia e muita aventura. Não se engane por ser literatura infanto-juvenil, porque assim como eu, muitos leitores podem se surpreender com a forma que o autor escreve. Uma narrativa dinâmica e muito divertida. Não vejo a hora de ler os outros livros da série!

agosto 03, 2011 Falando de Resenhas // Sem categoria

As crônicas de gelo e fogo


Primeiro post de muitos! Então, vamos falar de coisa boa?

Alguns dias atrás comecei a ler “A guerra dos tronos“, o primeiro livro da saga As Crônicas de Gelo e Fogo. A série Game of Thrones, que está passando no canal da HBO, baseia-se exatamente nesta série de livros. Dois livros já estão no Brasil: A guerra dos tronos e A Fúria dos Reis. Agora vamos aguardar ansiosos A Tormenta de Espadas que está previsto para setembro… Enquanto os outros livros, alguns o autor está desenvolvendo-os.

O The Denver Post considerou a saga como a melhor fantasia dos últimos 50 anos e eu concordo plenamente! O modo que o George Martin escreve é incrível, você consegue visualizar cada ambiente e se envolver na história de um modo nunca visto. E para terem uma ideia de como é mais ou menos a história, dá uma olhadinha no trailer:

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