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dezembro 26, 2014 Falando de Resenhas

Nosferatu por Joe Hill


Nosferatu

Título: Nosferatu
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Skoob: Adicione!
Onde comprar: CULTURA | AMAZON* | SARAIVA | SUBMARINO
Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.

Faz tempo que queria falar de Nosferatu, um livro que li para a Semana do Terror, que ocorreu na semana do Halloween, mas que não consegui resenhar. Esperei o Natal, apesar de não ser um livro muito aconselhável para época, mas que tem uma relação muito grande.

Num primeiro momento, conhecemos Victoria McQueen ainda muito criança, com 8 anos, que tinha pais, apesar de presentes, cheios de problemas na vida conjugal. A menina muitas vezes extravasava pegando sua bicicleta, que era grande demais para seu tamanho, e saia na maior velocidade que conseguisse. Mas em um certo momento, quando a mãe perde a pulseira que tinha, e Vic tenta ajudá-la a encontrar, acaba se deparando com uma ponte que havia sido demolida há alguns anos. Os moradores a apelidaram de Atalho e, quando Vic a atravessou, se mostrou um verdadeiro atalho para ela, já que ao chegar ao outro lado, estava num estado totalmente diferente de onde morava.

Certo dia, estava muito chateada com tudo o que vinha acontecendo e queria realmente arrumar alguma confusão. Atravessou o Atalhou e encontrou Charles Manx, um homem que era acusado de raptar crianças e sumir com elas. Ele estava sempre com seu Rolls-Royce, uma verdadeira máquina que o permitia passear por estradas que só existiam em sua imaginação, assim como a bicicleta e a ponte de Vic. NOS4A2 é a placa do Rolls-Royce e, em inglês, tem o mesmo som de Nosferatu. O nome faz menção ao antigo vampiro, que é exatamente o que Manx é. Ele atrai as crianças para uma terra onde promete ser Natal todos os dias, com doces e diversão todo o tempo.

Wayne entendia agora que chegar à Terra do Natal era melhor do que entrar para a Escola de Hogwarts, melhor do que ir à Fantástica Fábrica de Chocolate, à Cidade das Nuvens de Star Wars ou a Volfenda, de O Senhor dos Anéis. Menos de uma criança em um milhão tinha permissão para entrar na Terra do Natal, e só chegavam até lá as que realmente precisavam.

Eu sinceramente achava que Edgar Allan Poe era o gênio na arte de criar histórias que ultrapassam a imaginação humana e capaz de brincar com subconsciente. Mas Joe Hill não fica atrás. A história que criou mostra que é possível unir imaginação e realidade.

Vic é uma mulher que ficou extremamente abalada por tudo o que passou, tanto pelos problemas com os pais, quanto as consequências que enfrentou após seu encontro com Manx. Ela ficou psicologicamente frágil e teve que driblar muitas coisas para tentar ser uma pessoa normal para o próprio filho que teve com o motoqueiro que a salvou. Além disso, Manx é um homem completamente fora de si, que acredita ajudar as crianças, acredita salvá-las dos pais que tem ao levá-las para a Terra do Natal. Mas ele também é totalmente louco e… sobrenatural.

Nosferatu - Joe Hill

Confesso que ainda existem muitos títulos de Stephen King na minha lista para serem lidos, mas algo que posso afirmar, através das resenhas que já vi de alguns livros dele, Joe, seu filho, tem algo parecido, o fato de passear pelo imaginário, mas ao contrário de King, que geralmente fica por lá, em Nosferatu, Joe Hill transita entre o real e o imaginário. Isso, ao meu ver, é algo que pode ser realmente preocupante, não apenas para o escritor, mas também para o leitor, porque caso esta transição não seja bem feita e no ritmo da história, pode ficar algo cansativo. Mas para mim, confesso que Joe fez algumas transições de uma maneira muito digna, mas em alguns momentos, fiquei bastante cansada da sua escrita. Algo muito positivo foi perceber que acompanhamos a vida de Vic durante anos e não nos damos conta: a vemos crescer, virar uma adolescente, uma adulta, ter seu marido, filho e enfrentar seus próprios desafios, indo de 1986 até, mais ou menos, 2013.

Nosferatu é uma história que vale a pena ser lida, principalmente pelo livre uso de sarcasmo do autor e por mostrar a história de não apenas uma mãe que enlouqueceu, mas que faz de tudo por seu filho! É uma forma de fugir do convencional e conhecer a escrita de Joe Hill, apesar deste ser seu terceiro livro. É macabro, assustador e muito fora do comum.



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2 Respostas para "Nosferatu por Joe Hill"

Nina - 27 dezembro 2014 às 15:06

Olá, Thaís, tudo bem?
Pra ser sincera sou o tipo de pessoa que tem um certo receio (medinho) de livros de horror, mesmo tendo amado a escrita de Edgar Allan na época da faculdade…rs.
Mas confesso que quando li a sinopse de Nosferatu ele me encantou muito. Quem sabe um dia, né?

Beijos,
Nina & Suas Letras

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Clara - 28 dezembro 2014 às 00:09

Acredito que eu não teria medo, mas ficaria com um pé atrás em relação à história porque parece ser muito pesada. De qualquer forma, o título é muito interessante e fiquei curiosa em relação a história.

Clara
@clarabsantos
clarabeatrizsantos.blogspot.com.br

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