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junho 13, 2013 Falando de Resenhas

O Ladrão de Cadáveres | James Bradley


Resenha O Ladrão de Cadáveres

Título: O Ladrão de Cadáveres
Autor: James Bradley
Editora: Grupo Editorial Record
Skoob: Adicione!
Compre o livro: SARAIVA
Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Na Londres da década de 1820, o órfão Gabriel Swift chega à cidade para ter aulas com o grande anatomista Edwin Poll. O aprendizado acaba por lhe revelar um lado sombrio e pouco nobre da medicina: as leis possuem sérias restrições quanto à dissecação de corpos, tornando sua aquisição para estudo um negócio terrível e cruel. O vício em ópio e o amor por uma prostituta transformam Swift em presa fácil para as ambições de Lucan, o maior ladrão de cadáveres da cidade. Gabriel começa a vender corpos e extorquir dinheiro, e a ambição o conduz ao assassinato. Uma história de terror clássica, O ladrão de cadáveres recria com maestria o universo sinistro do submundo londrino, em que tudo e todos estão à venda, e roubar uma vida é mais fácil do que se imagina.

Sabe quando você lê a sinopse, confere a capa e pensa: Cara, esse livro vai ser incrível! Mas não é exatamente o que acontece? Pois é, infelizmente foi o que aconteceu comigo ao ler O Ladrão de Cadáveres.

Como a sinopse afirma, o livro se passa em 1820, em Londres. Gabriel Swift quando chega à cidade é visivelmente ingênuo e não sabe muito sobre como a vida funciona e muito menos aquilo que o espera quando começar a trabalhar com Poll. O trabalho de tratar os corpos é extremamente grotesco e é preciso ter muito estômago para aquilo, já que os corpos eram roubados, uma prática totalmente repudiada e poderia resultar em morte caso os ladrões fossem pegos. As escolas de anatomia dessa época dependiam única e exclusivamente de corpos para terem aulas e para os anatomistas darem suas palestras. Mas por causa disso, surge uma disputa entre o Sr. Poll, um renomado anatomista, e Lucan um dos maiores ladrões de cadáveres que tem. E é aí que Gabriel começa a ser afetado pelo caráter do Sr. Tyne e perde seu emprego.

– Ele vende cadáveres para Van Hooch, Brookes e os outros. Anatomistas que não têm nada de cavalheiros e não são membros do Clube de Anatomia.
Robert concorda com a cabeça.
– Nenhum homem gosta de ser humilhado por pouco. E nós humilhamos Lucan de várias formas – diz ele.
– E Caley?? Por que ele largou Lucan? – pergunto.
– Robert dá um risinho triste.
– Isso aqui é Londres, Gabriel. Tudo está à venda.

O início da leitura flui muito bem, o autor dá um ar sombrio e de mistério para o que Gabriel pensa e passa. O processo pelo qual os corpos são submetidos são, no mínimo, medonhos. Além disso, a mente do protagonista é bem conturbada, com alguns desejos reprimidos que o contato com a morte acaba trazendo à tona. Não me entenda mal, mas eu sou apaixonada pelo obscuro quando se trata de literatura, essa atmosfera me dá arrepios e me faz ficar arrepiada e o maior ponto positivo da trama foi exatamente isso. O autor cria uma trama lenta, que vai sendo desmistificada a cada página, mas acredito que ele poderia ter mudado algumas coisas em relação à segunda parte da história.

Num primeiro momento vemos a disputa entre homens que precisam de mortos para ganhar dinheiro e Gabriel inserido nisso sem saber muito bem o que fazer com Tyne em seu encalço. Mas na segunda parte da história, quando Gabriel torna-se um novo homem percebendo exatamente aquilo que sua natureza demonstrava ser, o livro perde um pouco do sentido, da sua obscuridade e a morosidade que tinha, que antes era um bom ponto, já que o autor estava falando sobre corpos, arrancar pêlos e limpá-los, se transforma e deixa de ser um atrativo.

Os personagens são primorosos e, essencialmente, perturbados. Cada um tem algo que é necessário ser desvendado para entender seus pensamentos. E, apesar da história ser narrada no ponto de vista de Gabriel, os gestos, as maneiras e olhares que ele recebe nos mostram muita coisa sobre cada pessoa com quem ele convive.

Para mim, James Bradley tinha o prato e o queijo na mão, mas invés de transformá-los em uma perfeita combinação, criou algo que acabou perdendo o sentido ao longo da leitura, infelizmente.

Sorteio!

Apesar do livro ter recebido duas estrelas, gostaria de saber qual a opinião dos meus amigos. É por isso que vou sortear um exemplar! Para participar é fácil e o Rafflecopter é bem tranquilo de usar, mas se tiver qualquer dúvida, é só entrar em contato, ok? Boa sorte!

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12 Respostas para "O Ladrão de Cadáveres | James Bradley"

Mirelle - 14 junho 2013 às 01:05

Ahh, que pena que você não gostou. É tão frustrante quando isso acontece 🙁 As vezes os autores se perdem mesmo e acabam estragando uma obra que tinha potencial. Eu senti isso em A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista. Não adianta, sei que sou a única, mas não consegui curtir o livro. Vou participar do sorteio justamente para poder tecer minhas próprias opiniões sobre a obra, como você sugeriu, para que possamos debatê-las. Beijão, Mi

http://www.recantodami.com

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Carissa - 14 junho 2013 às 18:42

Sua resenha fez minhas expectativas caírem. Estava esperando mais, confesso. Bom, quem sabe se eu ganhar o livro não acabo gostando mais um pouquinho, né?

Bjs

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Lucas - Descobrindo Livros - 14 junho 2013 às 21:07

Horrível quando a gente pensa que o livro vai ser ótimo, mas não é. Eu também adoro o clima sombrio na literatura. Mas vide Fallen: tinha tudo pra dar certo, mas não deu. Achei sua resenha muito bem estruturada e expositiva.
Beijos
Descobrindolivros.blogspot.com.br

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Rodrigo Lessa - 14 junho 2013 às 22:33

Quero fazer o teste, agora que vi sua opinião estou com um pouco de receio, mas as opiniões são diferentes não é? Vai que…
A sinopse é realmente muito interessante e atrativa, gostaria de ler para ver até onde eu conseguiria – mesmo eu querendo ler todos livros mesmo nao gostando –
Tem um que estou lendo e um personagem é perturbado tambem ,mas foi isso que eu rotulei a ela rs. Acho que a melhor coisa é quando vc gosta dos personagens. Fora meu receio eu gostaria de ler, a capa é bem produzida. Bj

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Beatriz - 15 junho 2013 às 21:37

OIIiiiii passamdo para lhe dizer q seu blog é PERFEITO ameeeei seu cantinho
o Estante da Bea voltouuuu!!!
BEijokas da Bea
biaalini.blogspot.com

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Tainara H. - 16 junho 2013 às 16:33

Gostei da sinopse. Não gosto tanto de livros de época, mas gosto de livros com essa temática e essa capa e título sempre me chamaram a atenção, como fã de thrillers que sou. Mesmo com os comentários negativos que li na resenha, gostaria de dar uma chance pra formar a minha própria opinião sobre o livro, por isso que assim que tiver a oportunidade o lerei. 😉

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Shadai Vieira - 17 junho 2013 às 16:18

Poxa, que pena demais esse livro não ter correspondido suas expectativas. Sinopse ótima e capa linda sinistra também fazem eu ter muita curiosidade para lê-lo, mas após a resenha desanimei. Mesmo assim se pintar oportunidade acho que o leio, adoro histórias de terror e personagens conturbados.

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Bruna Maranhão - 18 junho 2013 às 20:00

Pela capa, titulo e sinopse, a gente acredita que realmente terá uma história maravilhosa. Só que depois que eu li sua resenha, eu desanimei um pouco.
Adorei sua resenha.
Beijos :*
Segredo de um Mundo

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Marco Antonio - 23 junho 2013 às 11:20

Olá Thaís,

Apesar de alguns detalhes negativos mencionados por você, gostaria de lê-lo, não conhecia o livro e achei interessante…parabéns pela sua resenha….abraços.

http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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Adriana - 01 julho 2013 às 14:50

Ah é uma pena o autor ter perdido a mão nessa história, como vc disse tinha tudo pra ser uma historia nota 10…mas eu gostei da sinopse, acho que posso gostar muito, porque tb gosto do clima de mistério, imagino o ambiente onde eram feito o tratamento nos corpos, causa até arrepio! Parabéns pela resenha, eu gostei muito e gostei mais ainda da sua honestidade em dizer que não achou o livro tão bom! Bjão!

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Magiasbook - 01 julho 2013 às 15:20

Bom eu gosto de ler o livro e tirar minhas conclusões,pois geralmente o que agrada um pode desagradar o outro e assim por diante.

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Gabriella Alvim - 19 julho 2013 às 21:29

Esse livro não me chamou atenção em nada. Não sei por que, mas toda vez que li algo relacionado a ele, não fiquei curiosa.
É uma pena que o autor tenha se perdido

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