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agosto 02, 2012 Falando de Lucinda Riley // Novo Conceito // Resenha

Resenha: A Casa das Orquídeas | Lucinda Riley


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Título: A Casa das OrquídeasAutor: Lucinda RileyEditora: Novo ConceitoSkoob: Adicione!Compare preços: Saraiva | Fnac | TravessaClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Quando criança, a pianista Júlia Forrester passava seu tempo na estufa da propriedade de Wharton Park, onde flores exóticas cultivadas pelo seu avô nasciam e morriam com as estações. Agora, recuperando-se de uma tragédia na família, ela busca mais uma vez o conforto de Wharton Park, recém-herdada por Kit Crawford, um homem carismático que também tem uma história triste. No entanto, quando um antigo diário é encontrado durante uma reforma, os dois procuram a avó de Júlia para descobrirem a verdade sobre o romance que destruiu o futuro de Wharton Park… E, assim, Júlia é levada de volta no tempo, para o mundo de Olívia e Harry Crawford, um jovem casal separado cruelmente pela Segunda Guerra Mundial, cujo frágil casamento estava destinado a afetar a felicidade de muitas gerações, inclusive da de Júlia.

Bom, este foi um dos livros que comecei a ler sem esperar muita coisa. Não conhecia a escritora, não li a sinopse, também não li resenhas sobre ele e devo dizer: foi ótimo isso acontecer! Foi um livro que realmente me surpreendeu.
Conhecemos Júlia Forrester, uma famosa e bem sucedida pianista, que quando criança conheceu os encantos da estufa que seu avô Bill, localizada em um local lindo, no interior da Inglaterra, chamada Wharton Park, trabalhava. Anos depois, Júlia volta para sua cidade natal após uma terrível tragédia em sua família. Ela está lá não para esquecer seus problemas, suas dores, mas com o objetivo de nunca esquecer o que acontecera, ela precisa e queria sofrer.
Num belo dia, Alícia, irmã de Júlia, a visita para ver como ela está em seu chalé. Com o aniversário do pai delas, George, chegando, Alícia decidiu ir ao leilão que aconteceria na propriedade de Wharton Park, já que ela seria vendida, para ver se conseguiria um presente para dar ao pai e levou Júlia para ver se conseguiria animá-la, levando-a ao lugar que mais amava. Chegando lá, Júlia fica um pouco mais animada e também, por um grande acaso, reencontra Kit Crawford, o herdeiro de Wharton Park e um homem muito simpático e charmoso. Kit diz que iria morar no chalé que pertencia aos avós de Júlia, que fica nos arredores da propriedade. Mas para conseguir morar lá foi necessário iniciar uma reforma e com esta reforma, ele acaba encontrando um diário de um prisioneiro com relatos de Changi, durante a Segunda Guerra. Acreditando que fosse do avô de Júlia, ele vai à casa dela e faz uma troca: o diário pelo livro The Children’s Own Wonder Book.
Acreditando mesmo que o diário pertencesse ao avô, Júlia procura sua avó Elsie para conversar com ela e saber o que acontecera. A partir daí, Elsie começa a contar uma história incrível e emocionante que começa no ano de 1939. É a partir deste ponto que começamos a entender a complexa e dolorosa linhagem dos Crawford.
“Embora a história pareça ter pouco a ver comigo até agora e, no momento, eu não consiga entender sua importância, ela me consolou de alguma forma. Ouvir a maneira como outros, inclusive minha avó, lidaram com o medo de perder pessoas queridas, e sobre a complexidade da vida entre as paredes de Wharton Park, me mostra que não sou a única que já sofreu.”

Este livro, sem sombra de dúvidas, é maravilhoso, com pessoas e histórias surpreendentes, mas antes de chegar até a página 100, mais ou menos, tem uma narrativa cansativa e bastante dedutiva. Mas depois que vamos “ouvindo” a história narrada por Elsie, tudo fica diferente e mais gostoso.
Um dos pontos mais positivos que vi é a forma como a autora conseguiu reunir passado e presente maravilhosamente bem, sem se enrolar e muito menos, enrolar o leitor em sua narrativa. Além disso, apesar do jeito inglês que os personagens possuem, eles são muito humanos, cheios de defeitos, qualidades, emoções afloradas, corações abertos e alguns casos, egoístas. A narrativa é fluída e a cada página, a cada revelação, a autora consegue prender ainda mais a atenção.
Uma frase do livro que pode defini-lo é: Tudo o que temos é este instante. E é uma grande verdade que vi ao lê-lo. Uma história cheia de reviravoltas!



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4 Respostas para "Resenha: A Casa das Orquídeas | Lucinda Riley"

Endry - 04 agosto 2012 às 14:05

Eu amei este livro, é realmente muito bom *-*
Adorei a resenha 🙂

Beijo grande :*
PS: Cartas são tudo de bom!

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Jeniffer Yara - 04 agosto 2012 às 15:15

Hey, amei o livro, amei o romance histórico presente nele,a autora conseguiu mesmo intercalar o presente com o passado muito bem, no começo da leitura pensei que seria uma leitura super cansativa, mas nem foi, mergulhei na estória do livro *O*

Beijos
http://mon-autre.blogspot.com/

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Aise Silva - 06 agosto 2012 às 08:16

Oi querida, amei seu blog, já estou seguindo, aguardo sua visita e espero que me siga também: proaiseartedeeducar.blogspot.com

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O Vazio na Flor - 25 agosto 2012 às 15:52

Puxa, esse livro é outro que está na lista de desejados faz um tempinho.
Nem sabia das reviravoltas que o livro dá..mas adorei saber disso..rs
Sem contar, que li muito da simpatia da autora na Bienal.
Com certeza, quero muito ler esse livro.
Amei a resenha!!
Beijo

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