A Filha da Minha Mãe e Eu | Maria Fernanda Guerreiro - Pronome Interrogativo • Blog e Canal •
dezembro 01, 2012 Falando de Resenhas

A Filha da Minha Mãe e Eu | Maria Fernanda Guerreiro


Título: A Filha da Minha Mãe e Eu
Autor: Maria Fernanda Guerreiro
Editora: Novo Conceito
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Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um.

A Filha da Minha Mãe e Eu” foi o livro que mais me tocou neste ano. Na verdade, acredito que seja fácil qualquer filho se identificar com os dilemas vividos por Mariana e sua família. Me senti parte da família!

Mariana, assim que a conhecemos, faz um exame de gravidez e descobre que está realmente grávida, fica alegre e ao mesmo tempo triste porque está com medo de ser mãe pelos conflitos que teve com dona Helena no passado.

Lendo o resultado do exame, enquanto meu sorriso ganhava vida própria, o primeiro pensamento que tomou conta de mim foi “com meu filho vai ser diferente”. Esses era, no mínimo, sentimentos conflitantes e eu não podia mais ignorar isso. Eu tinha que fazer as pazes com a minha história.

Como o livro conta presente e passado, narrado em primeira pessoa, de uma forma uniforme, voltamos ao passado de Mariana quando ela tinha apenas cinco anos de idade e toda a trama discorre até sua vida adulta. A relação entre Helena, sua mãe, e Mariana não foi das melhores desde cedo. Mariana sentia-se bem menos amada que seu irmão Guga e por isso, acabava se isolando da mãe dentro do quarto e se apegou bem mais ao pai, Tito, mas esse relacionamento entre pai e filha era visto pela mãe com ciúmes, como se houvesse uma “competição” entre as duas.

Acabamos descobrindo que toda rigidez e mão firme, até demais, de Helena para criar seus filhos era uma consequência de seu passado: sua mãe traíra seu pai e pela raiva que teve, acabou atirando no amante de sua esposa e foi preso. Mas não para por aí! A mãe de Helena fugiu deixando seus filhos pequenos abandonados, com isso as crianças foram separadas umas das outras morando com famílias distintas passando por maus momentos. Consequentemente, isso influenciou o tipo de mãe que ela seria. Helena não largou seus filhos, não os abandonou, mas não sabia demonstrar de uma forma carinhosa seu amor, apesar disso, mostrava esse grandioso amor através das atitudes e na forma de proteger seus pequenos. E aí de quem mexesse com eles!

Assim como em toda família, existem problemas pequenos e fáceis de serem solucionados, às vezes grandes e complexos e com a família de Mariana não foi diferente. Conforme Mariana crescia, os problemas familiares e preocupações mudavam, assim como ela. “Eu sou sua mãe, não sua amiga!” era exatamente a frase que dona Helena dizia para a filha quando ela tentava se aproximar e contar seus problemas e medos. E foi dessa forma que Mariana teve que tentar enfrentar problemas, pessoas e dúvidas que a adolescência trazia, sozinha e às vezes, com a ajuda de seu pai.

É complicado transformar em palavras o sentimento que tive ao ler esse livro. Como disse no Quote da Semana, é um ótimo presente para dar à um adolescente para entender que independente da forma que nossos pais ajam, eles nos amam. Eu, assim como Mariana, não entendia bem algumas coisas que meus pais faziam, apesar deles terem sido completamente diferentes de Tito e Helena, mas hoje, adulta, consigo ver que tudo o que fizeram e fazem por mim demonstra todo o amor que sentem e posso garantir que não é pouco, é um amor muito grande.

Uma das características marcantes nessa obra foram as deixas que a autora deixava no final de cada capítulo para iniciar um novo. É uma história bem organizada e com todos seus acontecimentos e relatos bem conectados.

“A Filha da Minha Mãe e Eu” é um livro profundo que leva o leitor à reflexão. A autora soube criar uma história que retrata a vida familiar de uma maneira incrível e com isso soube tratar de temas como drogas, aborto, homossexualismo, sexo e muitas outras coisas. Indicaria este livro sem medo para adolescentes e psicólogos.



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6 Respostas para "A Filha da Minha Mãe e Eu | Maria Fernanda Guerreiro"

Lili - 03 dezembro 2012 às 10:54

Mais uma resenha que despertou minha curiosidade e desejo de ler essa obra.

Com certeza lerei!

liliescreve.blogspot.com

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Iza - 03 dezembro 2012 às 13:54

Legal o tema do livro. Minha mãe e eu somo muito amigas, nunca tive problema em contar medos e segredos para ela. Escrever sobre família é algo muito bom, não acha?

Baci!

Cowgirls from Hell

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Thaís Cavalcante
dezembro 3rd, 2012 em 16:33
respondeu:

Iza, acho bom e ao mesmo complexo. Porque nem todo mundo tem a mesma relação com os familiares, mas a autora soube tocar em alguns pontos comuns na sociedade de hoje, sabe? É um livro muito atual até.

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Marinah Gattuso - 03 dezembro 2012 às 17:48

Oi *-*
Adorei a sua resenha, na verdade quando eu recebi esse livro eu não fiquei com minima vontade de ler, e estava assim até agora pouco. A sua resenha me fez mudar de opnião (:

Beijos,
Marinah | Blog Marinah Gattuso@blogmarinah_gInsta

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Isabella Ramos - 03 dezembro 2012 às 22:32

Agora fiquei com vontade de ler esse livros! Parece ser ótimo e faz a gente refletir sobre muita coisa na vida.
Pela resenha mesmo já da pra refletir um pouco sobre o relacionamento com os pais.
Vou adicionar ele a minha lista de leitura. 😉

Dear Bella

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Marco Antonio - 04 dezembro 2012 às 17:57

Boa noite Taís,

Li e resenhei esse livro no blog e gostei muito , concordo com você recomendo esse livro sem dúvida e medo…parabéns pela resenha…abçs.

http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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