Resenha: Cinquenta Tons de Cinza | E. L. James - Pronome Interrogativo • Blog e Canal •
setembro 14, 2012 Falando de Cinquenta Tons // Cinquenta Tons de Cinza // Editora Intrínseca

Resenha: Cinquenta Tons de Cinza | E. L. James


Título: Cinquenta Tons de CinzaAutor: E. L. JamesEditora: IntrínsecaSkoob: Adicione!Compare preços: Clique aquiClassificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja.

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Finalmente li o livro mais comentado de todos os tempos! Estava ansiosa para saber o que tinha de tão bom nele para atrair tantos leitores.

Cinquenta Tons de Cinza” começa com um encontro casual entre Anastacia Steele, uma universitária a ponto de se formar com 21 anos, e Christian Grey, CEO de sua própria empresa e extremamente rico, onde ela iria entrevistá-lo porque sua melhor amiga, que participa do jornal da universidade, Kate, estava se sentindo muito doente e não poderia ir. De alguma forma, Ana, forma que a maioria das pessoas chamam Anastasia, pensa tempo demais no senhor Grey e, de certa forma, ele também se sentiu atraído por ela. Eles acabam se encontrando acidentalmente, ou não, e isso contribuir para que o sentimento se tornasse incontrolável e outros encontros acontecessem. Esses fatores poderiam contribuir para um relacionamento normal e prazeroso, mas o que Ana não sabe é que Christian Grey tem suas peculiaridades quando o assunto é sexo, o lindo e desejado Grey é adepto ao BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) e só conhece relacionamentos como uma forma de relação entre dominador e submissa. Assim, ele deixa bem claro que a senhorita Steele, a qual não sabia onde estava se metendo, precisa assinar alguns papéis: o primeiro era um compromisso de confidencialidade e o próximo passo seria um contrato com cláusulas e regras para que ela aceitasse ser submissa à ele em todos os aspectos e só assim, juntamente com sua permissão, ele utilizará seus “brinquedos” para fazer o que realmente queria. Enquanto pensa no assunto, eles acabam se relacionando e Grey ensina tudo o que quer e como quer. Será que Anastacia aceitará isso?

15.18 A Submissa aceitará sem questionar todo e qualquer ato disciplinar que o Dominador julgue necessário e se lembrará sempre de sua condição e de suas obrigações em relação ao Dominador.15.19 A Submissa não se tocará ou se dará prazer sexualmente sem a permissão do Dominador.15.20 A Submissa deverá se submeter a qualquer atividade sexual exigida pelo Dominador, sem hesitar ou questionar.

Como disse no Quote da Semana, esperava mais sexo. Mas de certa forma, a leitura é bem cativante e acaba prendendo a atenção. Confesso que não gosto da saga Crepúsculo, como vocês sabem, mas E. L. James conseguiu inserir um pouco de Bella, Edward e Jacob, o que tornou a trama romantizada demais e tirou boa parte do erotismo da história.

O fato do livro ter mexido com muitas pessoas e ter atraído tantas opiniões diferentes foi exatamente o que me fez gostar dele. Principalmente porque muitas pessoas acharam o senhor Grey um cara medonho pelo fato dele gostar de uma forma diferente de relação sexual, mas é como ele mesmo disse: as coisas que acontecem entre quatro paredes só importa para quem está entre elas. O jeito infantil e meio bobo da Anastacia agir foi o que mais me incomodou. Não vejo anormalidade alguma em ela ser virgem aos 21 anos, tudo bem, mas agir inocentemente todo o tempo é meio estranho. Ana perde sua virgindade com o senhor Grey e estava sempre pensando em sua “deusa interior”, algo relacionado ao ego feminino, e seu subconsciente, portanto, alguém tinha que avisar à ela que quem está na chuva é para se molhar! Já o senhor Grey… este era a melhor parte do livro, um homem decidido, bonito, bem cuidado e encantador, este sim me conquistou de vez, sem tirar nem por, mesmo com seu conceito diferente de relacionamento.

O mais engraçado é que este livro vai de encontro aos ideais das mulheres do século passado, as quais “queimaram” sutiãs, lutaram por sua liberdade e contra a dominação masculina. Acredito que o sucesso desta trilogia se remete exatamente ao fator da mulher “precisar” de um Christian Grey na cama, não para que ela seja submissa em todos os momentos, mas para que tenha sempre algo picante na relação, algo que seja novo e interessante. Os homens têm revistas pornôs, filmes, então nós mulheres podemos ter uma literatura mais madura. E. L. James é bem detalhista em suas descrições, principalmente na hora dos atos sexuais, a qual ela desenvolve com tempo e detalhes, muitos detalhes.

Se você é uma pessoa que gosta de uma leitura mais picante, porém com uma boa dose de romance, este livro pode ser uma ótima escolha.



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11 Respostas para "Resenha: Cinquenta Tons de Cinza | E. L. James"

Alana - 14 setembro 2012 às 20:43

O próximo livro que eu vou ler

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Gabriela Orlandin - 14 setembro 2012 às 22:40

Oh Thaís! Mesmo dando as quatro estrelas e mesmo a Ana sendo à la Bella, toda cheia de nove horas, você conseguiu me deixar super ansiosa pra ler esse livro. Você me conquistou, principalmente por causa dessa última frase. Nunca li nenhum livro que seja considerado proibido para menores de 18 anos, mas Patricia Cabot coloca alguns detalhes bem picantes nas histórias, então sei que eu gosto desse estilo. E meu Deus, depois de ver o TUDO Grey na Bienal (na estande da Intrínseca), quem não ia querer conhecer essa coisa que deixa as mulheres loucas? Rsrs.
Essa coisa de a Ana ser chata de deve à Bella, que é um pé no saco. E Edward é sexy, então acho que explica o Grey. Ok, chega, vou ler! Quero pra ontem! 😀
Bjos. Amei sua resenha!

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Chel Lima - 16 setembro 2012 às 01:36

Nossa, já não gosto desta Ana! SHAUSHAUH Ela parece a maior bobona. Mas enfim, vou dar uma chance ao livro sim. Quem sabe? Ele, de fato, está fazendo um estardalhaço neste mundo literário. Aposto que todo mundo já sabe o nome e autora, de tanta repercussão. Não sei se vou correr para ler este livro mas vou, de fato, considerar. Beijos <3

Chel Lima – http://corujando.org

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Lili - 16 setembro 2012 às 10:39

Adorei seu modo de escrever. E o que dizer de 22 anos com aparência de 14. Que dádiva! hehe

Eu quero muito ler esse livro, não exatamente por toda essa movimentação que causou, porque me instigou mesmo. Acho que independente de gostar, vai mexer comigo.
Veremos…

Obrigada pela visita,
Laise
liliescreve.blogspot.com

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Marco Antonio - 16 setembro 2012 às 11:38

Bom dia Thaís,

Esta ai um livro que não me desperta curiosidade e nem vontade de ler, mas parabéns pela resenha…abçs.

http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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Vinícius Costa - 16 setembro 2012 às 12:35

Eu AMEI o livro, com todas as forças! Hehe
Gosto de leituras picantes, então isso deve ter ajudado!

Um beijo,
Vinícius – Livros e Rabiscos

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Gleanne Rodrigues - 16 setembro 2012 às 13:57

Esse livro vem dividindo muitas opiniões. Da mesma forma que é elogiado, é caluniado.
Parabéns pela resenha.
Estou te seguindo também, beijos.
http://www.thousandl.blogspot.com.br

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Karoline Oliveira - 16 setembro 2012 às 14:23

Eu li. Não foi muito além das minhas expectativas. Muitos blogs elogiaram, esperava um pouco mais. Não achei ruim, mas acho que já li melhores.. Sua resenha ficou boa hihihi

beijos de catupiry, @Karol_hearts
http://queridos-pensamentos.blogspot.com.br /

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Emmy - 16 setembro 2012 às 22:07

ganhei a trilogia não faz muito tempo e estou meio ansiosa para ler, mas também estou sem tempo algum. e assim como a Gabi Orlandin colocou no comentário dela acho que vou gostar da leitura pois George Martin e Patricia Cabot também poem essas partes mais picantes.
adorei a resenha flor. beijos!

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Letícia Iauch - 18 setembro 2012 às 15:36

Ei Thaís!

Confesso que tenho certo pré-conceito com essa trilogia. Não sei, não me atrai nem um pouco, e ainda por cima vi várias críticas sobre como era um romance erótico “infantilizado” demais, quase cômico. Não que eu prefira ler um romance erótico “adulto” demais, mas acho que foram muitos holofotes apontados erroneamente.
Mas confesso também que após sua resenha, se me colocassem Cinquenta tons de Cinza em mãos, eu leria. É ver para crer, não é mesmo? hahahahha

Bjoos’
Lets

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Tati Oliveira - 19 setembro 2012 às 01:34

Ainda não li livros desse gênero, não faz muito meu tipo. Mas esse livro esta sendo muito comentado, logo atiça minha curiosidade. Ando lendo algumas resenhas para ter o que pensar e mais detalhes. Adorei a sua, me deixou mais curiosa, e, o fato de saber que tinha menos sexo do que você imaginava, é um fator positivo no meu caso rs.
Posso estar totalmente enganada, e no final gostar de livros assim, então esta na minha lista de leitura 😉

Bjoo

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