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junho 08, 2012 Falando de Novo Conceito // Resenha

Resenha: Cruzando o Caminho do Sol | Corban Addison


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Título: Cruzando o Caminho do SolAutor: Corban AddisonEditora: Novo ConceitoSkoob: Adicione!Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Sita e Ahalya são duas adolescentes de classe média alta que vivem tranquilamente junto de seus familiares, na Índia. Suas vidas tranquilas mudam completamente quando um tsunami destrói a costa leste de seu país, levando com suas ondas a vida dos pais e da avó das meninas. Sozinhas, elas tentam encontrar um modo de recomeçar a vida. Mas elas não devem confiar em qualquer um… Enquanto isso, do outro lado do mundo, em Washington, D. C., o advogado Thomas Clarke enfrenta uma crise em sua vida pessoal e profissional e decide mudar radicalmente: viaja à Índia para trabalhar em uma ONG que denuncia o tráfico de pessoas e tenta reatar com sua esposa, que o abandonou. Suas vidas se cruzarão em um cenário exótico, envolto por uma terrível rede internacional de criminosos. Abrangendo três continentes e duas culturas, Cruzando o Caminho do Sol nos leva a uma inesquecível jornada pelo submundo da escravidão moderna e para dentro dos cantos mais escuros e fortes do coração humano.
Como disse no Quote da Semana #12, “Cruzando o Caminho do Sol” fala sobre um assunto muito atual, real e, infelizmente, presente no mundo inteiro: o tráfico humano. “É um empreendimento ilegal que afeta praticamente todos os países do mundo e gera um lucro de mais de 30 bilhões de dólares por ano, forçando milhões de homens, mulheres e crianças à prostituição e ao trabalho escravo.” 

Dividido em quatro partes, o livro faz o paralelo entre a estória de Sita e Ahalya, irmãs que vivem na Índia; e Thomas, advogado nos Estados Unidos. Sita e Ahalya presenciam um tsunami que mata seus pais, avó e a empregada que sempre vivera com elas, deixando-as orfãs. O primeiro pensamento de Ahalya, irmã mais velha, foi tentar chegar ao colégio St. Mary, onde estudavam, para que conseguissem abrigo e proteção da irmã Naomi. Mas infelizmente, no meio do trajeto, são vendidas e levadas para um bordel. Thomas, que vive do outro lado do mundo, advogado em um grande empresa, passa por momentos difíceis e acaba indo para Mumbai para trabalhar na Aces, uma ONG que luta contra o tráfico humano, e para tentar reconquistar sua esposa, Priya.

“Uma beshya não podia esperar da vida nada além do ar em seus pulmões, água e comida em seu estômago, um teto sobre sua cabeça e a afeição daquelas como ela. Para sobreviver em um mundo como esse, ela teria que arrancar o coração do corpo. Não havia outra opção. Pensou em Sita, esperando por ela no andar de cima, amedrontada, magoada, mas ainda intocada após uma semana e meia no bordel de Suchir. Sita esperava que Ahalya fosse o escudo contra os horrores que aguardavam por ela.
Ela não podia se permitir sucumbir ao desespero.”

Página 95

O fato de estarmos sempre conectados uns aos outros é algo estranho, mas ao mesmo tempo fascinante! Digo isso porque Thomas presenciou o sequestro de uma menina chamada Abby e isso o tocou. E ao trabalhar na Aces, onde tiraria um ano sabático e não receberia nada por isso, ele pode ver o quão falho e lento era o sistema na Índia, onde donos de bordéis viviam soltos e nem chegavam a julgamento, mas mesmo assim ele não desistiu. E foi através deste contato com a Aces que ele conhece a estória de Sita e Ahalya.

Posso definir este livro em poucas palavras: tocante! Eu geralmente me coloco no lugar dos personagens, imaginando o que faria, como agiria e vi em duas meninas a força, a vontade de viver e reviver o que tinham num passado não muito distante, a paz, o amor da família, amigos, a felicidade; e acredito que são estes os sentimentos que as pessoas que passam pelas mesmas coisas devem ter, apesar de toda dor e sofrimento. É difícil imaginar como alguém consegue tomar posse da vida do outro assim, passando dos limites, invadindo, literalmente, seu espaço.

O modo como o autor nos mostra a cultura indiana é magnífico. Podemos conhecer um pouco mais da culinária, os pratos, como comem e do que é feito; da religião, dos deuses, dos questionamentos feitos, o carma; e da sociedade, como funciona, o que acontece, a corrupção.

“Cruzando o Caminho do Sol” é um livro que te faz refletir, principalmente por mostrar a realidade do mundo em que vivemos. Além disso, o título do livro é explicado, e isso é algo que me chamou a atenção. Vemos alguns livros que o título é bastante óbvio, algum elemento chave ou algo do tipo, mas aqui é algo poético, que ultrapassa a barreira do óbvio, do pressuposto. 



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8 Respostas para "Resenha: Cruzando o Caminho do Sol | Corban Addison"

Raquel Gomes - 08 junho 2012 às 19:45

Estou querendo muito ler esse livro parece ser muito bom. Todas as resenhas que li até agora elogiaram. Gosto muito de histórias tocantes.

Abraços!
http://ummundodecomentarios.blogspot.com.br/

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Marco Antonio - 08 junho 2012 às 21:02

Boa noite Thaís,

Li e resenhei esse livro no blog, gostei muito e pra mim é uns dos melhores do ano, parabéns pela resenha….quando der passa lá no blog…abçs.

http://devoradordeletras.blogspot.com.br/

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Dasty-Sama - 09 junho 2012 às 00:23

Nossa, esse livro deve ser muito bom! Adorei a história. Gosto muito de livros que contam história de problemas humanitários, já li vários que se passam no Oriente Médio e até alguns em lugares remotos da África. É realmente chocante e tocante ao mesmo tempo. Quero muito ler esse livro.

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marla - 09 junho 2012 às 16:34

Ainda não li esse livro, mais o enredo parece ser bom, espero lê-lo em breve.
Ótima resenha!
*bye*

Louca por Romances

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Luara Cardoso - 10 junho 2012 às 20:02

Eu to me preparando para ler esse livro, pois o enredo parece ter uma carga emocional bem forte, então acho que eu tenho que esperar o momento certo.
Mas o livro realmente parece ser muito interessante, ainda mais por citar problemas que existem e que nós “não vemos”.

Um beijo,
Luara – Estante Vertical

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Letícia Iauch - 10 junho 2012 às 22:27

Ei Thaís!

Gostaria muito de ter a oportunidade de ler este livro. Acho que ler essas coisas “reais” é muito importante para termos noção do que as pessoas tem que passar no mundo de hoje.
Acho que “tocante” é a palavra ideal mesmo…Se colocar no lugar daquelas personagens, imaginar a situação toda…Me dá até um arrepio, sério.
Assim que tiver a oportunidade lerei 😉

Bjoos’
Lets

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Jade Amorim - 11 junho 2012 às 17:28

Ah, essa resenha me lembra como eu me senti meio perturbada com O caçador de pipas, quando o li. Que também era uma história real, tocante e que se passava na India. Acho que não tem nada pior do que você ver certos absurdos acontecendo e nada poder fazer para ajudar.
Esse é um livro que estou meio receosa de ler, se tiver a oportunidade, ótimo, mas caso contrário… Sei lá… essas coisas, ver essas coisas, saber que não posso ajudar, me deixa agoniada. x.x

ps: tu tá sabendo de algo sobre o booktour do Como Romeu e Julieta? Não sei nem onde o livro está mais…

Beijos.

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Ruama - 21 agosto 2012 às 17:41

Oi! Tudo bem?! Gostei muito do livro. Tocante realmente é uma boa palavra para descreve-lo! Com certeza nos faz parar para refletir, e sobretudo aprendemos muito da cultura indiana. Resenhei ele em meu blog, se tiver interesse ou mera curiosidade dê uma passadinha por lá!
Bjs, Ruama.
http://esquiloscorderosa-ruama.blogspot.com.br/

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