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maio 05, 2013 Falando de Resenhas

O Teorema Katherine | John Green


Resenha: O Teorema Katherine

Título: O Teorema Katherine
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Skoob: Adicione!
Compre o livro: SARAIVA | CULTURA
Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Pensei que O Teorema Katherine fosse superar minhas expectativas por ser um livro escrito pelo mesmo John Green do incrível-maravilhoso-e-perfeito A Culpa é das Estrelas, mas isso, infelizmente, não aconteceu. Mas calma! Vou explicar…

Colin Singleton acaba de se tornar ex-namorado da Katherine XIX e isso, para ele, também significava que se tornou um ex-prodígio, ex-cheio de potencial e um fracasso total. Colin é, na definição mais simples e direta possível, um Sheldon Cooper que namora, com certa facilidade, Katherines. Todo mundo tem seu tipo, mas o de Colin tinha um quê exclusivamente linguístico, definido por nove letras: K-A-T-H-E-R-I-N-E. Pois é, até o final do ensino médio já havia namorado dezenove e todas terminaram com ele.

Com o objetivo de curar e encontrar o pedaço que estava faltando, Colin e Hassan, seu melhor e único amigo que estava tirando um ano “de folga” antes da universidade, embarcam numa viagem sem destino no Rabecão de Satã, o carinhoso nome do carro de Colin. Ao percorrerem a interestadual, Hassan percebe que devem ir a algum lugar, é por isso que Colin, atraído pela placa que vira na estrada, decide que visitar o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando, o cadáver que deflagrou a Primeira Guerra Mundial, seria uma boa opção. Acabam parando na roça, em Gutshot, onde conhecem Lindsey Lee Wells, guia na visita ao túmulo e paramédica em fase de treinamento. E é nesse lugarzinho do interior que Colin finalmente tem seu tão esperado momento eureca, descobrindo que o amor pode ser representado graficamente através de uma fórmula, o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines.

– Isso. Porque relacionamentos são muito previsíveis, não são? Bem, estou desenvolvendo uma forma de fazer isso. Pegue quaisquer duas pessoas e, mesmo que elas ainda não se conheçam, a fórmula vai mostrar quem vai terminar com quem se vierem a namorar e aproximadamente quanto tempo o relacionamento vai durar.
– Impossível – disse Hassan.
– Não, não é, porque é possível supor um futuro quando se tem um entendimento básico de como é provável que as pessoas ajam.

Colin é um fugging prodígio, não um gênio, e um dos seus maiores objetivos é fazer algo realmente significativo, ser importante para o mundo. Ele consegue aprender rapidamente coisas que outras pessoas inventaram, fala diversas línguas e cria anagramas como ninguém, mas não consegue compreender o que está por trás das coisas, suas referências na vida prática. Por exemplo, ao longo do livro ele se recorda de alguns livros que leu quando criança, mas não percebeu que era mais que uma simples lebre e uma tartaruga ou um mero pedaço que procura pela pizza. Isso, sem dúvidas, o teria poupado de muitas coisas. Agregado a isso, temos um Colin bastante egocêntrico e egoísta. Em contrapartida temos Hassan, um muçulmano gordinho extremamente divertido e preguiçoso que acompanha há muito tempo as lamúrias de Colin.

O Teorema Katherine conseguiu arrancar boas risadas, a maioria delas proporcionadas por Hassan e Lindsey, e, assim como em ACEDE, vemos o mesmo John Green construindo personagens complexos, nerds e irônicos com suas frases cheias de significado. Além disso, John usou, abusou e brincou das formas mais criativas que existe com as notas de rodapé, o que achei demais! Mas o que realmente desanimou minha leitura foi o jeito de Colin.

Apesar de ter esperado algo arrebatador, John conseguiu criar uma trama extremamente inteligente e divertida. Seu final é bastante significativo não só para Colin, mas também para quem o rodeia e o leitor. Então se você ama tramas com personagens nerds de verdade, O Teorema Katherine é um ótimo livro, mas não o comece com tanta expectativa.



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7 Respostas para "O Teorema Katherine | John Green"

Camila - 06 maio 2013 às 10:27

Oi Thaís, morro de curiosidade de ler esse livro *—*

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Nataly Nunes - 06 maio 2013 às 14:20

Tenho muita vontade de ler este livro, porque, assim como muitos, me apaixonei por ACEDE. 🙂

Nataly Nunes
http://critiquinha.com/

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PamFardin - 06 maio 2013 às 16:23

Ei Thais *–*
Com o John Green, só tive a experiência de ler “Quem é você Alasca?” e não preciso nem comentar que o autor já me ganhou 😀
Espero me apaixonar também por ACEDE e pelo Theorema Katherine ♥

Beijos
aritmeticadasletras.blogspot.com

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Letícia Kartalian - 07 maio 2013 às 04:51

Quero muito ler O Teorema Katherine!

Li e amei A Culpa é das Estrelas, mas sei que a escrita do autor é muito diferente em seus outros livros, porém, mesmo assim quero ler.

Primeiro vou ler Quem é Você Alasca, que já tenho aqui e depois parto para esse.

Gostei da resenha, acho que a essência de John Green sempre estará presente em seus livros, porém de forma diferente, de acordo com a história, com o personagem…

Beijos!

Letícia – Literature Diary

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mariane - 14 maio 2013 às 15:22

Estou curiosa para ler esse livro porque, cara, é o John Green! Porém, o enredo realmente não me cativou… Que história é essa de só namorar meninas chamadas Katherine, anagramas, matemática…?
Mas, afinal, é sempre bom lermos algo diferente! Então, O Teorema Katherine está definitivamente na minha lista de 2013.
Ótima resenha, aliás! Consegui tirar uma boa conclusão sobre a história.
Beijos!
http://respiramoslivros.blogspot.com.br/

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Raquel Moritz - 07 junho 2013 às 10:06

O Colin é meio bundão, né? O Teorema é um livro bom, deu pra rir (como você disse), mas não é o melhor do John Green. Recentemente li Looking for Alaska e me apaixonei. Esse e A Culpa é das Estrelas foram muito melhores.

Beijo!

Raquel Moritz
http://www.pipocamusical.com.br

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Thaís Lemos Cavalcante
junho 7th, 2013 em 14:00
respondeu:

@Raquel Moritz Não sei se esperei coisa demais do livro, mas não chegou nem aos pés do que ACEDE me causou! Mas… Quero ler Looking for Alaska e Paper Town.

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