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setembro 20, 2014 Falando de Resenhas

Silo por Hugh Howey


Silo

Título: Silo
Autor: Hugh Howey
Editora: Intrínseca
Skoob: Adicione!
Onde comprar: CULTURA | SARAIVA | AMAZON | SUBMARINO*
Classificação: EstrelasEstrelasEstrelasEstrelasEstrelas

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras.

Há algum tempo estava de olho no livro Silo e queria muito conhecer a história, principalmente pela forma que o autor a escreveu e a repercussão que teve. Não é mais surpresa nenhuma para vocês que minha paixão por distopias é grande, mas esse não foi aquele livro que me conquistou na primeira página. Demorei mais de 100 páginas para pegar o ritmo e me agradar com a forma que o autor escreve. Preste bem atenção! Eu não disse que o livro é ruim, apenas teve um início com o qual não me conquistou de primeira. Mas eu persisti e no final das contas, foi uma leitura agradável, apesar de demorada.

Como muitas distopias, somos apresentados à um mundo no futuro onde o homem fez algo que não soube lidar tão bem e está sofrendo as consequências. Além de ter um dominante e um dominado, tanto no campo físico, quando no das ideias. Entretanto, o mundo está tão destruído, que não é possível viver do lado de fora e uma das punições mais altas é ir para fora. Já imaginou viver num silo, um local para armazenar sementes, mas totalmente modificado para conseguir manter uma grande quantidade de gente, água, extrair petróleo, ter uma fazenda, plantação, auto sustentando-se?

Perguntas sobre o exterior, pensamentos e conspirações são totalmente inaceitáveis. Não foi à toa que Allison, esposa do xerife Holston foi punida, indo para fora do silo para efetuar a limpeza. Essa limpeza é algo obrigatório que todas as pessoas que saem devem fazer para manter a visão do exterior clara e é quando existe a maior movimentação do silo. Com a saída de Allison, Holston acaba se sentindo sozinho e imaginando o motivo da mulher ter ficado tão afetada com algumas coisas que havia descoberto e também decide sair do silo. É com a perda do xerife que a prefeita Jahns vai até as profundezas do silo procurando uma nova pessoa para o cargo acompanhada de Marnes, o delegado. Depois de muitos lances de escadas, a prefeita e o delegado conseguem convencer Juliette que ela era ideal para o cargo, uma pessoa que sempre trabalhou na Mecânica. Mas eles mal sabiam o que os aguardava.

– Só quero atingir os que mentiram – disse ele. – É tudo o que qualquer um de nós quer. Todos vivemos com medo. Medo do exterior. Medo da limpeza. Temendo até mesmo falar sobre um mundo melhor. E nada disso é verdade. O sistema foi manipulado para fazer com que aceitemos tudo de cabeça baixa…

Como disse no início da resenha, o início foi um pouco diferente para mim. Não por ser ruim, que isso fique bem claro, mas o começo do livro é mais a criação de um pano de fundo para a história que Hugh constrói. E até você, como leitor, começar a perceber isso, acaba ficando um pouco com o pé atrás. Mas, acredite, vale a pena passar por esse pano de fundo. Além disso, muitos elementos que o autor adicionou são os que mais me conquistam em livros, essa proximidade tão grande com nossa realidade e a iminência de que praticamente tudo – ou tudo – é realmente possível de acontecer.

Os personagens, ao longo da história, principalmente Juliette, acabam se mostrando não tão cegos assim. Eles conseguem perceber o que os rodeia, o que pode acontecer e o que está acontecendo, mas preferem manter tudo da forma que está a que trazer alguma mudança ou transtorno para a ordem do silo. E é exatamente desta forma que os levantes começam, mudando a rotina. É como a própria capa do livro declara: as mentiras podem ser fatais, mas a verdade também é.

A riqueza de detalhes que o autor nos mostra não é cansativa, é na medida certa. Seria muito vago dizer que eles vivem num silo, mas ele nos mostra que existem lances de escadas praticamente infindáveis e muitas possibilidades nesse universo que parece ser pequeno, mas que é gigantesco.

Quando fui à Bienal deste ano, em São Paulo, tive a maravilhosa surpresa de conhecer o autor de Silo, Hugh Howey. Ele contou um pouco da forma que criou seu livro, escrevendo-o aos poucos, motivou muitos leitores que estavam presentes a escrever suas próprias histórias e foi extremamente fofo com todos. E isso, foi exatamente o que mais me motivou a terminar seu livro. Acreditem, apesar das primeiras páginas, o livro vale a pena ser lido.

Silo - Hugh Howey
Na foto: Michas, eu, Mell e o fofo Hugh Howey.



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4 Respostas para "Silo por Hugh Howey"

Sueli Cobbos - 22 setembro 2014 às 14:33

Não sou muito fã de distopias, mas os comentários
sobre esse livro me deixou muito interessada em ler.
Parabéns pela resenha. Super clara.

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Rosana - Tudo que Motiva - 24 setembro 2014 às 19:47

Gosto bastante de distopias também , já vi resenhas de Silo e fiquei muito na expectativa de poder lê-lo. Livros que são chatos no começo tendem a desmotivar a leitura, mas que bom que você não desistiu da leitura.

^^

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Jois Duarte - 25 setembro 2014 às 01:53

Que sinopse tensa! Não me sentia assim, apreensiva, desde que li A Passagem- Justin Cronin. Olha, tá faltando homens corajosos nesse mundinho distópico pq só da as mulheres hahahahaha

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Ketelly - 29 setembro 2014 às 13:07

Eu ultimamente estou amando distopias, e essa apesar de ter o mesmo fim caótico da humanidade, amaneira de sobrevivência se difere. Eu ainda não pude ler o livro, mas pelas resenhas que eu já li, este livro vai me cativar, gostei de você ter falado que as primeiras paginas não prendem a atenção, por que já fico preparada e motivada para avançar mais…

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